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por: Zelinda O.
Hypolito
Esta é uma palavra muito controvertida e sua compreensão depende basicamente do tempo e do espaço que ela ocupa. Na Idade Média, se você dissesse que quer ser ou que é uma “bruxa”, provavelmente estaria no caminho de ficar bem mais bronzeada do que gostaria.
No filme da Branca de Neve, se você fosse brincar de bruxa, as criancinhas
iriam odiá-la, ter o maior medo de você e torcer para que
morresse da pior e mais horrível forma possível.
Em quase todas as histórias de fada, a bruxa é execrada como a pior pessoa do mundo, aquela que faz maldade a todos, aquela que é capaz de aprisionar e maltratar as pessoas sem um pingo de piedade (vide João e Maria). Hoje em dia o conceito mudou e até dá Ibope ser chamada de Bruxa. As pessoas a vêem com mais simpatia e até com um certo respeito. Resgataram a parte boa da imagem “bruxística”. Acham “bonitinho” o termo e as coisas que a rodeiam, como sapinhos, lagartixas, morcegos, vassouras hiper super motorizadas, etc. etc. etc. e todas crianças gostariam de se tornar “bruxinhas do bem”, principalmente depois dos "livros-sucesso” Harry Potter. Não me parece uma coisa terrível ou temível viver de acordo com as leis que nos criaram. Sêneca, em seu tempo já dizia: “Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico.” Para viver em harmonia e comunhão com a natureza, a Bruxa dispõe de várias armas, não só as rituais que são externas, mas as armas que não podem ser retiradas nem roubadas. Ela dispõe de uma concepção de vida diferente, aprende a utilizar sua mente com imaginação, conhece as leis da natureza em seu próprio corpo e o respeita como respeita sua mãe maior, a Terra. Ser Bruxa é amar a vida em todas as suas manifestações e aspectos, é ser livre para ser não o que os outros propõe, mas o que ela propõe para si própria, é ousar, traçar caminhos novos, criar e fazer sua vontade sem prejudicar a nada nem a ninguém. É ser fértil como só seu corpo feminino sabe ser. É despertar para o mundo e ter a coragem de erguer seus olhos para enxergá-lo sem culpa ou desculpa, é um caminho longo, difícil, corajoso e gratificante, porém, um caminho sem volta. A Bruxa conhece a natureza e, porque a conhece, a ama. Porque a ama, cuida. Porque cuida, cura. Este é o nosso trabalho, o trabalho da Bruxa, curar a natureza com amor, o mesmo amor e respeito que, antes de tudo, para sermos bruxas, devemos dispensar a nós mesmas. “A mente que se
abre
a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” Albert Einstein A Zelinda é
psicóloga clínica
e trabalha com regressão de memória. tel: (11) 3031.3076 e 3813.9187 Veja todos os artigos já publicados da Zelinda em Psickothemas - no site do Imagick http://www.imagick.org.br/pagmag/psicko/psicko.html |
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