Os Dons Psi Contra o Crime
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por: Elsie Dubugras . Não tosse isso, a polícia poderia empregar pessoas sensitivas que, usando suas faculdades paranormais, estariam capacitadas a descobrir os desaparecidos e os criminosos. Contudo, apesar desse contratempo, sabe se que as forças policiais de alguns países europeus tem recorrido a médiuns, os quais conseguem pistas que conduzem aos lugares onde os crimes foram cometidos e até aos que os praticaram. Um professor e conhecido sociólogo
húngaro, o Dr. Antal Hermann, propôs na década de 30
que existisse urda aceitação mais ampla cios métodos
metafísicos e de sugestão tanto nas atividades criminológicas
quanto com os delinqüentes já encarcerados. Para reforçar
sua proposta, ele lembrou que os bons policiais fazem uso ainda que de
forma inconsciente do seu sexto sentido e, também, que os departamentos
encarregados de fraudes e de identificação empregam a grafologia,
uma arte não reconhecida pela ciência oficial.
Outros especialistas acreditam que a polícia poderia usar o hipnotismo com as testemunhas para que os detalhes esquecidos no estado de vigília fossem rememorados. Esta prática também foi defendida por um policial parisiense, mas o seu argumento para a utilização do hipnotismo era diferente do dos ocultistas: dizia ele que os criminosos são tão supersticiosos que usam uma série de métodos ocultos para efetuar e encobrir seus crimes. Por esse motivo, eles ficariam temerosos se soubessem que a polícia também estava se utilizando de métodos semelhantes para apanhá los. O resultado final seria bem positivo. Esse mesmo policial, que preferiu manter se no anonimato, disse que, no seu trabalho, já contara com a colaboração de clarividentes, astrólogos, etc. Os resultados obtidos não foram perfeitos, mas, lembrou ele, "também são falhos os que a polícia consegue usando métodos tradicionais. No entanto, a polícia tem a seu dispor um corpo de homens altamente especializados, facilidade e rapidez nas comunicações e um equipamento moderno para auxiliá los nas buscas e apreensões". O que se tem verificado até
aqui é que, em certas circunstâncias, um sensitivo poderá
descobrir o caminho percorrido por um criminoso e chegar ao lugar onde
um cadáver ou os objetos roubados foram escondidos. Um fato interessante
ocorreu com uma médium que, consultada pela polícia, descreveu,
mais ou menos corretamente, como fora praticado um assalto a uma joalheria.
Contudo, em vez de chegar ao autor do crime, a sensitiva seguiu seu comparsa
um homem com feições marcantes. Ele foi preso, mas o mentor
intelectual e, portanto, o verdadeiro autor do crime
conseguiu fugir, isso porque suas características físicas
não atraíram a atenção da médium.
Em outra ocasião essa mesma sensitiva a Srta. Megalis conseguiu resultados positivos em casos muito curiosos. Como, em sua pátria, ela trabalhava sempre com o mesmo policial (Dr. Thoma), a dupla tornou se famosa e, numa certa ocasião, essa fama produziu um resultado inesperado. Quando o criminoso soube que os dois estavam tentando desvendar o crime que cometera, confessou o por vontade própria, pois estava certo de que seria descoberto. Outro caso ocorreu com uma moça que, por estar em estado de coma, não pôde ser identificada: desacordada, fora levada para um hospital em Viena, onde os médicos em vão tentaram faze-la voltar a si. Depois de minuciosos exames, descobriram que ela havia ingerido cerca de 25 g. de quinino dissolvido em água. Enquanto estava sendo tratada por meio de lavagens no estômago, a paciente começou a sofrer ataques e, mesmo inconsciente, gritava que não queria que os médicos a tocassem. Por fim, voltou a si e acalmou se. Quando foi considerada fora de perigo, a moça teve alta, mas, já em sua casa, os ataques recomeçaram. O médico encarregado do caso
se especializara em hipnotismo e, por este motivo, teve condições
de reconhecer os sintomas apresentados pela paciente. Assim, diagnosticou
seu estado como sendo de natureza hipnótica e, pelas palavras que
ela pronunciava, deduziu que o hipnotizador poderia ter sugerido que a
moça estava apaixonada e só a morte resolveria seu problema.
Aos poucos, outros detalhes surgiram, e o caso foi esclarecido.
Quanto à parte amorosa, o hipnotizador foi tão bem sucedido que a moça se apaixonou por ele a ponto de tornar se inconveniente e, para se livrar dos problemas que sua paixão causava, sugeriu que ela se suicidasse. Quando tudo ficou esclarecido, o violinista foi condenado pela justiça a cumprir três anos de reclusão. Mas, como vimos, a descoberta só se tornou possível porque o médico também era uni hipnotizador. Um acontecimento também curioso envolveu um criminoso chamado Georg Mittelmann, condenado por estelionato. Georg foi colocado numa cela com diversos outros presos, os quais ele rapidamente hipnotizou, fazendo os praticar os mais estranhos atos. Sugeriu a um velho ladrão que ele era um gato e, como resultado, o preso se pós a caminhar de quatro, miando. Em compensação, outro, também hipnotizado, achava que era um cão, e começou a correr atrás do gatinho. Em seguida, Georg embebedou um colega com algumas gotas de água e pós um outro gorducho a bailar pela cela. A confusão era tão grande que o hipnotizados foi colocado numa cela individual. Então ele deve ter hipnotizado os guardas pois se evadiu da prisão e nunca mais foi encontrado Estes fatos ocorreram em Berlim, Alemanha, em 1931. Todavia, em geral, o paciente só
obedece àquilo que o hipnotizador o induz quando as sugestões
não contrariam seus princípios. Em outras palavras, uma pessoa
honesta no seu modo de proceder não cometeria um roubo: as reconhecidas
normas de comportamento do indivíduo não são violentadas
pela sugestão hipnótica.
Apesar da relativa segurança que a prática do hipnotismo oferece, a polícia do mundo ocidental não utiliza esse método para conseguir informações de natureza criminosa, pois, segundo um de seus representantes, ele é desnecessário: se um criminoso não quer confessar não se submete à hipnose, e se a pessoa não aquiesce, o estado hipnótico não ocorre. Mas, se é seu desejo confessar, o hipnotismo não se faz necessário. Quanto à utilização da grafologia como urna forma ele descobrir o caráter das pessoas, devemos lembrar nos de que ela se tornou respeitável nos meios legais a partir do momento em que começou a ser usada no Registro Geral para a identificação dos cidadãos e, no Instituto de criminalística, para detectar fraudes, estelionatos, etc. Existem diversos fatos interessantes,
mas pouco conhecidos, relacionados à grafologia. Na cidade de Cracóvia
(Polónia) morava um cidadão austríaco chamado Raphael
Schermann, o qual, na sua juventude, começou a colecionar envelopes
para comparar a letra do remetente com a de pessoas amigas ou conhecidas.
As comparações constantes permitiram que Schermann conhecesse
as características dos que subscritavam os envelopes. Corno exemplo,
ele citou o fato d que a letra dos corcundas difere da caligrafia de pessoas
que possuem a coluna reta, e o mesmo ocorre com os mancos.
Depois, para reforçar seus conhecimentos grafológicos, Schermann começou a pedir aos seus conhecidos que escrevessem algumas frases em um caderno. Estudando os pontos marcantes das sentenças, ele viu que a inclinação e a separação entre as linhas, o espaço entre as palavras, entre outros detalhes, também retratavam certas características de seus autores. Essa descoberta o levou a estudar
o lado psicológico dos problemas e, aos poucos, Schermann percebeu
que todas as experiências que o ser humano sofre ficam retratadas
na sua caligrafia e, através da sua letra, tanto os fatos do passado
como as tendências futuras podem ser conhecidas.
Depois de muitas pesquisas, a polícia
descobriu que todas teriam
Estudando a caligrafia, ele concluiu que o criminoso era profundamente erótico e que bem cedo na vida começou a conviver com prostitutas. Isso, contudo, não satisfez ao assassino, que, então, procurou conhecer mulheres de diferences tipos e classes sociais, progressivamente melhorando a técnica de seduzi ias. Schermann concluiu que, para conseguir este propósito, o homem teria de ser insinuante e de aparência agradável. Mais tarde se descobriu que o criminoso logo se cansava das mulheres que conquistava e, para se livrar dela, as matava. Pela sua caligrafia, Schermann viu que ele praticava uma rígida auto-censura, não revelando a ninguém seu verdadeiro caráter. É possível que só na morte suas vítimas compreendessem que ele era um assassino. À polícia, Schermann explicou que este autocontrole ficava evidenciado pela forma meticulosa com que o criminoso cruzava as letras ‘1’, punha os pingos no ‘i’ e ‘j’ e corrigia tudo e qualquer erro. As letras arredondadas mostravam que ele era jovial e afável com as pessoas que procurava atrair, mas os floreios revelavam que ele era um talentoso artista aquilo que aparentava não passava de uma farsa Um detalhe curioso mereceu a atenção de Schermann: o criminoso mutilava a letra 7, especialmente quando fazia parte do nome do uma mulher. E a direção que as linhas tomavam mostrava que o criminoso procurava lutar contra suas fraquezas morais, mas não era bem sucedido. Com a experiência de muitos anos de estudo, Schermann chegou ainda a outra conclusão: o assassino havia machucado sua mão, possivelmente quando, sozinho, colocava os cadáveres nos cilindros. Esta torção ficou clara na sua caligrafia. Através das descrições fornecidas pelo grafólogo, a polícia por fim conseguiu identificar o assassino: era um encanador chamado Bela Kiss. Não foi possível prendê lo porque, logo no início da Primeira Guerra Mundial, ele foi aprisionado pelos russos e desapareceu. Outro aspecto curioso sobre o estudo de Schermann, é que ele não só observava as letras, as palavras, e as sentenças, mas também virava o papel de cabeça para baixo porque essa visão revelava o que a caligrafia normal ainda ocultava. Mas, além da sua extraordinária
habilidade como grafólogo, Schermann também era dotado de
faculdades telepáticas e de clarividência. Com estes dons,
mesmo com os olhos vendados ou com um envelope fechado e lacrado, ele conseguia
descrever a pessoa que escrevera uma carta e suas características
físicas psicológicas. Schermann foi um dos mais notáveis
grafólogos que o mundo conheceu.
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