|
por: Zelinda O.
Hypolito
Realmente, se tudo foi feito e não é o suficiente, temos duas explicações plausíveis – ou nunca nada será o suficiente ou o que o “insatisfeito” espera é algo que não tem nada a ver com o TUDO que a outra pessoa pode ou quer oferecer. Vamos à primeira hipótese,
a do eterno insatisfeito – existem pessoas que realmente nunca irão
se satisfazer, porque logo que conseguem o que almejam, o objeto conseguido
(não importa se animado – como um namorado - ou inanimado - como
um carro) já deixou de ser o seu foco e já existe um outro
em seu lugar. Neste caso, não perca seu precioso tempo tentando
alcançar o impossível.
Essa pessoa vai sempre se achar o “perseguido pelo destino”. Por mais que você faça, nunca vai conseguir deixá-lo feliz ou satisfeito porque o problema não está no que essa pessoa quer, mas no que ela ainda não tem... Segunda hipótese – você está atirando no alvo errado. Isto é muito comum em relacionamentos próximos – você poderá estranhar, porque, se o relacionamento é estreito as pessoas deveriam saber o que o outro espera dela – grande engano! Nós, seres humanos, temos uma grande dificuldade de ver o outro, ou melhor, temos facilidade em ver o outro através de nós mesmos, nossas vontades, nossos pontos de vista, portanto, nossas necessidades. Esta postura tão normal,
impede que vejamos o que realmente o outro espera de nós. É
muito comum, nestes tempos estranhos, que os pais encham a criança
de brinquedos na vã esperança de que ela fique feliz, satisfeita
ou agradecida.
Quem alguma vez assistiu o saudoso filme “Mon Oncle”, de Jaques Tati, sabe que isso não é verdade. A criança quer a companhia, o carinho, o tempo “presente” (às vezes o pai está mesmo fisicamente com a criança, mas o escritório ocupa toda a sua cabeça). Como, nestes dias estranhos que vivemos, as pessoas dão mais valor ao TER do que ao SER, o pai é levado a se julgar um excelente pai se puder dar ao filho um tênis de marca ou um computador de última geração, e ele acredita nisso. Com o tempo, essa crença vai passar para o filho que, no fim, passa a acreditar que o pai só gosta dele se der tudo o que ele quer... Pronto... o círculo vicioso foi formado. Com esta necessidade do TER para
sentir-se aceito ou amado, o TER passa a ser a necessidade vital de sobrevivência
em detrimento ao SER.
Você ficaria espantado se eu falasse quantas crianças chegavam ao meu consultório e mal sabiam o que seus pais pensavam, não conhecia a história deles, seus parentes, nem suas crenças ou religião. Como se pode amar o SER, se a criança nem ao menos o conhece? Resta-lhe amar o TER – assim se estabelece a distorção do amar. Se esse é o seu caso, acredito que sempre há tempo para consertar o mal entendido. Acredito que, se você quiser, pode reconquistar seu filho oferecendo o seu SER para ser conhecido e amado. Vale a pena tentar, todos temos um interior de luz e se você agir, pode ter uma grande e feliz surpresa... A Zelinda é
psicóloga clínica
e trabalha com regressão de memória. tel: (11) 3031.3076 e 3813.9187 Veja todos os artigos já publicados da Zelinda em Psickothemas - no site do Imagick http://www.imagick.org.br/pagmag/psicko/psicko.html |
||||
Se você está em busca de sua família originaltalvez ela esteja na
Irmandade das Estrelas
![]()
onde os bruxos conspiram....
clicke no anjo
e entre em contato conosco. .
Volta para página inicial Vai para atividades do mês Volta para Índice Geral do Imagick
Instituto de Pesquisas Psíquicas
Imagick
(0xx) (11) 3813.4123
Página desenvolvida por:
Imagick Edições e
Comunicações Visuais