Fernando Pessoa & Annie Besant
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Num manuscrito datado de 1915, o grande poeta português Fernando Pessoa anotou: como verdadeiramente são como são para os outros. Sinto isto". Num poema, anos depois, deixou esse depoimento: Mais tarde, o poeta encontrou numa obra de Annie Besant, a resposta para aquele problema, na frase: a névoa que cobre o Santo dos Santos e vela ainda o Eu" (...) produz "o horror das trevas profundas, uma solidão sem nome". Isso o atraiu para as outras obras da autora e para os estudos de ioga. Em 1922, Fernando Pessoa traduziu, sob o pseudónimo de Fernando de Castro, Introdução à Ioga, de Annie Besant, o livro em que havia encontrado aquela primeira resposta. A obra é o resultado de quatro conferências proferidas em Benares, na Índia, em 1907. Nele, a pensadora, oradora, teosofista, destaca com simplicidade quase didática os principais pontos da Ioga uma nova visão do mundo interior do homem, mais tarde muito deturpada e comercializada, como Besant havia previsto. Para Annie Besant, tudo o que existe na ioga pode ser tratado como ciência pura e submetido à luz de leis coordenadas, visando a resultados determinados. Segundo ela, nada aconselhava o
tom velado e misterioso que cercava a divulgação dos princípios
esotéricos e dos estudos ocultos.
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