1) Quem gosta do que faz, faz
bem!
O DESPERTADOR TOCA e sua vontade
é continuar com a cabeça afundada no travesseiro, já
que o dia vai passar arrastado e nada, absolutamente nada, conseguirá
motivá-la. Está na cara que você não gosta mais
do que faz - ou talvez nunca tenha gostado.
"Os empregos existem para preencher
necessidades concretas. Mas hoje o mais importante é a satisfação
pessoal", diz o badalado guru indiano Deepak Chopra em seu livro Conexão
Saúde (Best Seller).
"A infelicidade no trabalho
compromete toda a existência, tornando as pessoas mais propensas
a doenças e à deterioração física".
Portanto, se está faltando
prazer no seu dia-a-dia, é hora de dar uma guinada: mude de chefe,
de departamento, de empresa ou até de carreira.
2) Use o tempo a seu favor!
SEGUNDO FLÁVIA Rodrigues,
especialista em gerenciamento de tempo e professora da Brahma Kumaris,
de São Paulo, uma organização indiana com escolas
em 86 países, há quatro síndromes que provocam desperdício
de energia e diminuem a produtividade.
a) Síndrome da mangueira
solta: típica de quem tem muita energia e capacidade, se entrega
a várias tarefas, mas não define metas e não termina
nada;
b) Síndrome de Hardy
(a hiena do desenho animado, que sempre repete "Ó vida, ó
azar"): atinge os pessimistas de plantão, que reclamam demais, em
vez de perseguir os objetivos;
c) Síndrome do crítico
de poltrona: própria das pessoas que, apesar de terem capacidade
e propósitos definidos, não encontram ânimo para ir
à luta - e ficam paradas, criticando;
d) Síndrome da bicicleta
ergométrica: é o mal do profissional que "pedala" sem parar,
mas não sai do lugar. Ou seja, ele faz, faz, faz... Porém,
nunca realiza nada importante. Todo o seu empenho é gasto nas pequenas
tarefas de emergência que surgem durante o expediente.
Não importa com qual tipo você se identifica. "Priorize as tarefas de acordo com seus propósitos e suas metas individuais. E planeje, procurando prever os desafios".
3) "Quem sou eu?"
NÃO SE CANSE DE fazer
essa pergunta. Se pretende crescer na profissão e na vida, vai precisar
olhar para dentro de si, descobrir seus desejos, medos, interesses e também
seus limites. No Oriente, o autoconhecimento é tido como o melhor
caminho para alcançar a sabedoria. "Quando você descobre sua
natureza essencial, quando sabe realmente quem é, encontra toda
a sua potencialidade", diz Chopra. "É no conhecer-se que reside
a capacidade de realização de todos os sonhos." Há
várias maneiras de alcançar tal objetivo: exercitar o diálogo
interior, estar em contato com a natureza, viajar, fazer terapia...
5) Para que tanto apego?
APARECEU UMA NOVA oportunidade
de trabalho, que parece atraente e compensadora, mas você tem medo
de trocar o certo pelo duvidoso. Será que não está
marcando bobeira? A sabedoria oriental prega que a raiz do nosso sofrimento
está justamente no apego excessivo às coisas. "É preciso
despertar e se conscientizar de que as coisas boas, e também as
ruins, entram e saem de sua vida profissional", diz Ken Blanchard em seu
livro “101 Ensinamentos de Buda para o Trabalho” (Campus). "Tudo é
transitório, muda, passa."
Se esta nova oportunidade que
surge apresenta coisas novas e muito para aprender já está
valendo a pena. Quanto mais aprendemos, mais flexíveis, inteligentes
e crescidos nos tornamos.
A mesmice e o apego nos tornam
rígidos e limitados. Ou seja, nos emburrecem.
6) Tudo tem volta
VOCÊ FARIA qualquer negócio
para subir na carreira? Antes de responder, pare e reflita. "A cultura
oriental estabelece doutrinas rigorosas de conduta ética e moral
para seus seguidores", diz o antropólogo e sociólogo zen-budista
Tariq Kamal, diretor do Centro de Desenvolvimento Pessoal e Profissional,
em São Paulo. "Os que não obedecem aos preceitos ficam sujeitos
à lei do carma, que prevê que tudo o que se faz na vida, seja
bom ou ruim, um dia voltará para você". No universo corporativo,
não é diferente - e hoje, mais do que nunca, espera-se uma
atitude ética dos profissionais. Quer dizer, basta uma escorregadela
e sua imagem pode ficar manchada para sempre.
7) Pilha nova - RESPIRE!
DIGAMOS QUE você acaba
de brigar feio com um colega de trabalho e está à beira de
um ataque de nervos. Stanley Herman, autor do livro “O Tao no Trabalho”
(Campus), diz que, em momentos como esse, respirar funciona como uma ducha
revigorante, um resgate de energias. Não acredita? Experimente.
Quando estiver aborrecida, preocupada ou desanimada no trabalho, feche
os olhos e inspire profunda e naturalmente, massageando as têmporas.
Em seguida, expire devagar, limpando a mente de todos os pensamentos. Repita
o exercício dez vezes.
8) Diga adeus ao conforto e expanda
a sua inteligência!
FAÇA UM POUCO como os
monges budistas, que recebem as mais diversas tarefas e aceitam todas sem
hesitar. "Executar apenas o que você domina restringe as chances
de aprender e crescer", diz Gustavo Boog, consultor de empresas e um dos
pioneiros na abordagem holística e espiritual no trabalho. "Saia
da zona de conforto", sugere. "Você provavelmente descobrirá
talentos que nunca desconfiou ter".
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