Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick

Nascer... Morrer... Renascer...


 
                                                           Ilustrações: Wiliam Blake

       A natureza nos ensina a realidade, a necessidade e a força do movimento cíclico. Todos os fenômenos respondem às leis cíclicas, ao movimento dinâmico.
 
        O inverno deve terminar para que a primavera aconteça. Depois chegará o verão e quando ele se for, o outono tomará seu lugar. Aí começa tudo novamente... Para que o dia possa nascer,  a noite deve morrer. Sempre renovar é a lei da natureza. 

     Toda esta sequência cíclica é imprescindível à vida. A vida não é estática, ela é dinâmica, ela exige movimento para continuar existindo. 

     Seres humanos que somos, vestidos pelos quatro elementos da matéria, também temos, dentro de nós, a força do movimento cíclico.

    Meu avô materno, um homem extraordinário, tinha como seu lema de vida e seu “carimbo”pessoal, a seguinte frase:  “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.
 

     Nesta frase se resume todo o princípio dinâmico da vida. Vida é energia... E energia, segundo titio Einstein, nunca se perde, apenas se transforma.

     Os ciclos existem e se repetem incansavelmente: começo, meio, fim, recomeço... O importante é que, entre um começo e outro, tenhamos ampliado nossa consciência, nosso conhecimento, que tenhamos “progredido” como individualidades.
 
Muitas vezes, por medo ou simplesmente por acomodação, tentamos “esticar” o tempo de um determinado ciclo de nossa vida. Nos apegamos a ele porque já é conhecido e, portanto,  nos parece seguro e estável. 

     E o que é esta suposta segurança e estabilidade que perseguimos desesperadamente?

     O antigo é conhecido, já foi estudado, testado e aprovado.  Não oferece o risco do imprevisto, do inesperado. Não há perigo de errar. Já está pronto!... Não exige esforço. É estável.

As mudanças nos assustam porque envolvem situações para as quais não temos respostas prontas. O novo demanda esforço pessoal de compreensão, aprendizado e descoberta da resposta adequada. Exige, sobretudo, a responsabilidade necessária para tomar atitudes que serão julgadas e avaliadas, sem a garantia da aprovação. 

     Aqui surge o fato mais difícil de encarar: a sua resposta pode não ser a melhor, a perfeita, a “esperada” pela sociedade. Aparece, então,  o segundo “fantasma”: o medo de enfrentar o terrível sentimento de avaliação e possível rejeição. 

     O caminho mais fácil e tranqüilo é o “conhecido”, o já testado, experimentado e aprovado.
 
     Ao tentar algo novo, você não tem nenhuma garantia de sucesso. 

     “VOCÊ PODE ERRAR!” 

     Todos nós temos uma dificuldade imensa em aceitar que somos passíveis de erro. Estamos perseguindo sempre o grande ideal de estarmos certos em tudo que fazemos ou dizemos, e por este ideal fazemos loucuras, discutimos, brigamos e até perdemos pessoas que amamos apenas pela necessidade de “estarmos com a razão”.

         Aí eu pergunto:  "O que você vai fazer com toda a razão que tem? Vai ser mais feliz?"

     Vale a pena avaliar cuidadosamente o que esta disputa acirrada trouxe de útil e proveitoso para sua vida.
 
          É possível que todo esse medo de errar tenha começado há muito tempo, com Adão e Eva. A desobediência deles, o terrível pecado de ter comido a maçã proibida, fez com que fossem rejeitados, expulsos do paraiso. Se não fosse o erro cometido por nossos queridos ancestrais, estaríamos todos vivendo tranqüilamente sem doenças e sem trabalho. Estaríamos todos vivendo nas graças de Deus e “de graça”. 

         Se não fosse por este primeiro erro, seríamos todos “chupins divinos”, vivendo do que não conquistamos, num ócio eterno.

    Talvez o mais importante da existência do ciclo seja a possibilidade que nos é dada de sempre recomeçar. 

    Saber que podemos recomeçar nos dá a ousadia de tentar algo novo, o que envolve a possibilidade do “errar”. Negar ou tentar impedir um ciclo de atingir seu final, significa desejar a estagnação, o ócio do paraiso. 

     Pare um instante e olhe para sua vida, situações e pessoas que circundam você. Elas ainda pertencem a sua história pessoal ou você as mantém por medo?  

     Se a primeira hipótese for a verdadeira, perfeito. Porém, se a segunda for a real, se você está insistindo num ciclo que deveria estar teminado. Cuidado, você pode estar impedindo que algo novo se manifeste em sua vida.

 

Se você tem medo de perder, não tema, porque somos parte da natureza, onde nada se perde realmente, apenas se transforma.

                                                       Saudações mágickas....


 

                                                                                  Zelinda Orlandi Hypolito
 



 Zelinda Orlandi Hypolito

É psicóloga clínica com especialidade em regressão de memória e terapia de dessensibilização progressiva de incidentes traumáticos primários.  
No Imagick é:  
Pontifex Solaris do Imagicklan, a Irmandade das Estrelas; 
Vice-Presidente do Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick; 
Coordenadora das atividades da Cidade das Estrelas;  
Criadora de todos os cursos regulares promovidos por esta entidade.  
 
Telefones: (011) 211.3076 - 813.9187 - 813.4123
Celular: (011) 9623.2802

Email :

Zelinda Orlandi Hypolito

 
 



 

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