Mensagem às Estrelas
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Querida estrela da Constelação Imagick.Que este Boletim possa encontrar a sua luz brilhando ainda mais intensamente.
Sempre que temos oportunidade, em nossos encontros, cursos e palestras, enfatizamos o fato de a Divina Consciência Cósmica não querer nada menos que o melhor para nós... Porém, nós, a partir de nosso limitado ângulo de visão, nem sempre temos consciência disto.
Lembro-me agora da velha história de Matateus e Matatias, dois irmãos gêmeos que resolveram conhecer o mundo.
Moravam num reino harmonioso, onde tudo era fácil, o clima era temperado e ameno, o solo era fértil e dadivoso, as mulheres eram bonitas e afáveis e tudo ia sempre bem... Mas apesar de tudo sentiam tédio.
"Nada de interessante acontece..." - diziam a toda hora
Um belo dia, fizeram uma pequena trouxa de roupa - só o necessário, foram até o porto, embarcaram num navio e partiram em busca de aventuras.
Quando o navio atingiu o mar alto, soprou um vento muito forte e grandes ondas começaram a balançar violentamente o navio. Matateus, com medo de enjoar, procurou o centro do navio, local mais estável. Viu que Matatias estava debruçado na murada do navio, enjoado e tremendo de frio. Chamou pelo irmão, convidando-o para que o acompanhasse até um local mais tranquilo. Mas, Matatias agarrado ao parapeito, com os olhos esbugalhados se recusou a sair do lugar. Chorava arrependido... Ah!!!... sua casa era tão quente, tão estável, tão melhor...
Foram dias difíceis para os dois, mas quando desembarcaram, no distante Reino de Ficárius, eles que eram tão parecidos, estavam bastante diferentes. Matatias havia emagrecido, trazia grossas olheiras sob os olhos. Matateus, estava mais claro pela falta de sol, mas mantinha o peso e parecia descansado.
Respiraram fundo, sorriram, dizendo: "O pior já passou... Que venham as aventuras..."
Pedido feito pedido realizado.
A comida era diferente, Matateus se adaptou, procurando entre as variedades quais seu organismo assimilava melhor. Matatias só reclamou, recusou-se a comer, emagreceu ainda mais.
O clima era diferente, extremamente seco e quente, constatemente faltava água. Novamente Matateus deu um jeito, começou a armazenar água em grandes e pesados botijões, racionava o precioso líquido, improvisava chapéus com largas folhas encontradas ao acaso, enfim, foi se virando... Matatias, não. Esperava pela chuva, da mesma maneira que fazia em sua casa, esperava por nuvens que não viriam nunca, pois aqui não era como no seu lugar de nascimento...
E assim foi. A cada novo desafio Matateus, ao invés de se debater, dava um jeito de se adaptar. Matatias, ao contrário, ia se desesperando cada vez mais, jogava-se contra os obstáculos com uma ferocidade absurda, ficava horas sonhando com a casa paterna... Quando o irmão procurava animá-lo, revoltava-se e dizia que ele não tinha personalidade.
Depois de um tempo, já nem pareciam irmãos. Matateus estava mais amadurecido, seus olhos eram agora mais expressivos, tinha uma postura mais ereta e muitos poderiam confundí-lo com um nativo do Reino de Ficárius. Matatias estava desfigurado, uma pobre sombra do belo rapaz que havia sido: envelhecido, magro, encurvado, arrastava-se pelos caminhos, não tendo mais forças para levantar os pés do chão; na boca um gosto amargo de fracasso e desilusão.
Foi quando resolveram voltar. Um longo caminho os separava do ponto de origem. Florestas, desertos, gente hostil e um largo oceano.
Iniciaram a caminhada, mas só Matateus pode rever a sua terra natal e pisar de novo naquele solo sagrado. É que Matatias havia morrido numa crise de cristalização.
A propósito, o Prof. Edmundo Teixeira, certa feita, comentando sobre este assunto, disse:
"A adaptabilidade inteligente a novas condições é chave de evolução, como provam as espécies vegetais e animais que sobreviveram às grandes transformações da Terra.
Também em nossa vida ocorrem transformações, pois a vida é marcada de altos e baixos. Às vezes acontecem mudanças drásticas que podem abalar nossa confiança: separações; perda de posição expressiva; transferência para lugares estranhos com desafios de costumes e línguas diferentes, etc..
As mudanças externas podem ser importantes, mas o que pesa mais é nossa atitude interna, nossa reação aos eventos transformadores. Ela é que vai determinar se a mudança nos dominou e transtornou; ou se, ao contrário, fomos senhores da situação e dela fizemos uma lição.
A tendência é para permanecer no velho e conhecido, porque nele nos sentimos seguros. Mas se temos adaptabilidade e valor, podemos experimentar alegria e crescimento no desafio. É questão de não resistir-lhe; de encará-lo e assumí-lo positivamente; de torná-lo um bem e não sofrimento.
Sabemos que Deus trabalha para o bem daqueles que o amam.
Romanos, 8:28"Sempre que uma pessoa de bem se vê diante de uma adversidade, foi muito mais por culpa de Deus que do Diabo. A Divina Consciência coloca a adversidade diante de nós para nos fazer ficar mais fortes, para que possamos evoluir e crescer na busca da solução, para que possamos voltar mais cedo ao seio, doce e amado, da nossa família original, retornando vencedores às nossas terras sagradas por onde correm arroios de leite e de mel...Cada vez mais juntos.
Com amor e respeito, fique com as nossas mais profundas
Saudações Mágickas
Zelinda e Arsenio
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