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Sacrifícios Rituais
 
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por: Elsie Dubugras

Desde eras primitivas, tanto no Ocidente como no Oriente, a matança de animais e o sacrificio humano fazem parte da historia das religiões. De uma forma ou de outra, essa prática é encontrada, ainda hoje, em diversas partes do mundo.

A mais impressionante característica do ser humano é sua inata religiosidade elemento que aparece ao longo de toda a história da humanidade, tanto no Oriente como no Ocidente. Entre as civilizações primitivas, porém, não existiam ensinamentos doutrinários, ou seja, os preceitos que formam o corpo de qualquer religião. Essa lacuna, porém, era contrabalançada por uma série de práticas ritualísticas que variavam segundo cada região: sacrifícios de diversas espécies, a manipulação de objetos sagrados, a recitação de orações, danças, etc.
 

As funções eram realizadas em épocas pre-determinadas e os diligentes preparavam se para os trabalhos afastando se da comunidade, jejuando e praticando a abstinência sexual.

Com o passar dos tempos, todas as religiões foram substituindo certas particularidades, provocando constantes modificações em sua estrutura. 
 

Só com o surgimento de grandes profetas como Buda, Moisés, Maomé e o próprio Cristo é que as religiões começaram a se estabilizar, formar corpos doutrinários e estabelecer dogmas fundamentados nos seus ensinamentos.

Em termos de religiosidade, dois costumes predominavam entre os povos da Antigüidade: desenhar aquilo que se desejava conseguir e cultuar imagens de personagens com faculdades hoje denominadas paranormais. Isso ficou comprovado com a descoberta das pinturas rupestres na caverna Lés Trois Frères, em Ariège, França.
 

Lá foram encontrados desenhos de animais e de uma figura humana com longa barba, chifres de veado, orelhas de lobo, garras leoninas, olhos de coruja e um rabo de cavalo. Os desenhos dos animais teriam por finalidade ajudar os caçadores a pegar suas caças e a figura humana representaria um mediador, com poderes paranormais, para proteger a comunidade de catástrofes e resolver os problemas pessoais do povo.
 

Com o passar do tempo, surgiu uma nova magia, a imitativa, dirigida à eliminação dos inimigos através das imagens. Na Índia, na Babilônia, na Grécia, no Egito e em Roma as mortes trágicas eram conseguidas espetando se as efígies em partes consideradas vitais, ou seja, na barriga, no coração, na cabeça, etc. 
 

Para tanto, os feiticeiros usavam paus ou um metal pontiagudo. Esse tipo de magia é usado, ainda hoje, em certas regiões da Austrália, da África e, segundo Sir James George Frazer, autor do clássico “O Ramo de Ouro”, até na Escócia.
 

A magia imitativa, porém, nem sempre era utilizada para fins maléficos. Os esquimós, por exemplo, conservam o hábito de fazer pequenos bonecos preparados pelos xamãs que devem ser colocados, à noite, nos travesseiros das mulheres para engravidarem ou terem um parto feliz. E em certas regiões do Japão pequenas estatuetas de bebês são enfeitadas e embaladas com a mesma finalidade: ajudar a esposa a engravidar.

Em outros países, como no Islã, o culto das imagens foi abandonado de vez por determinação do profeta Maomé e, em Israel, o mesmo aconteceu depois que Moisés recebeu as tábuas da lei no Monte Sinai. O segundo mandamento bíblico proibe esse culto: "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas de baixo da terra" (Êxodo 20:4).
 

Como os cristãos primitivos eram de origem judáica, no início suas cerimônias religiosas eram simples e nos lugares de reunião não se viam imagens, crucifixos ou outros objetos venerados modernamente pelos adeptos do cristianismo. Aos poucos, isso foi se modificando e as figuras de Jesus, de mártires e de pessoas consideradas santas começaram a surgir. Os ícones foram então idealizados e tornaram se tão populares e numerosos que, no século VIII, a Igreja proibiu seu uso. Mas nada conseguiu. O hábito persistiu e no século IX, em virtude da pressão popular, a lei foi revogada.
 

Com o passar dos séculos, o culto dos santos, dos relicários e das imagens foi se expandindo a ponto de a Igreja católica romana começar a estudar seus arquivos para descobrir se alguns dos mais populares teriam sido santificados. Essa devassa resultou, entre 1963 e 1969, na cassação de São Jorge, padroeiro da Inglaterra, e de Cosme e Damião. São Jorge foi um militar que, segundo algumas fontes, viveu no tempo do imperador Diocleciano (século IV D.C.) e, como se insurgiu quando os cristãos começaram a ser perseguidos, foi preso e decapitado em 23 de abril do ano 303. Na umbanda, São Jorge é Ogum, um poderoso mestre das matas, neutralizador das forças negativas e o protetor das famílias. Alguns pesquisadores afirmam que o santo foi cassado pela Igreja católica em razão de sua popularidade entre os adeptos das religiões afro-brasileiras.
 

Os gêmeos árabes Cosme e Damião   também muito populares entre os umbandistas   eram médicos e foram martirizados em Roma pelo mesmo imperador Diocleciano. A Igreja de São Vito, no bairro do Brás, em São Paulo, preserva um relicário com dois ossinhos desses santos, autenticado pelo próprio Vaticano.
 

Os sacrifícios idealizados pelos povos primitivos envolvem algumas das mais variadas formas que se conhece de adorar as divindades. Nessas cerimônias, além da matança de animais, praticava se o mais cruel de todos os rituais: o sacrifício de setes humanos.
 

As oferendas de animais mudavam conforme os lugares onde eram feitas. Na Grécia, por exemplo, os animais pretos eram oferecidos às forças do mundo inferior. Os cavalos iam a Hélio, o deus Sol; as porcas prenhas pertenciam a Deméter, a deusa da terra; e os cães, considerados os guardiães dos mortos, a Hécate, a divindade da escuridão. Os sírios, por seu lado, acreditavam que os peixes eram os soberanos do mar e os guardiães do reino da morte, sacrificando os à deusa Atargatis e depois comendo-os.
 

O sacrifício de criaturas humanas era praticado para promover a fertilidade da terra, aumentar as colheitas, facilitar os meios de comunicação com as divindades aquém eram dedicadas e também para a expiação de seus próprios pecados. Os sacerdotes usavam de muita imaginação ao efetuar tais sacrifícios. Segundo James Frazer, as vítimas   geralmente virgens   podiam ser enforcadas, afogadas, queimadas vivas, lançadas de penhascos, etc. Quanto pior a morte, melhor...
 

Ainda hoje, de acordo com Frazer, na pequena aldeia marroquina de Duzru, nas montanhas do Anti Atlas, realiza se o sacrifício humano. Depois de diversas aventuras e de passar algumas horas de felicidade com seu bem amado, uma noiva é queimada viva, na porta da mesquita local, numa fogueira armada pelas suas próprias amigas e companheiras. A trágica cerimônia ocorre sempre no início da primavera, época apropriada para sacrifícios desta qualidade, pois neles o noivo personifica a renovação da natureza e a noiva, o espírito da vegetação.
 

Os próprios judeus, no passado, matavam animais e os ofereciam a Jeová. Segundo a Bíblia Abraão matou uma cabra e um carneiro, ambos de três anos de idade, poupando, porém, a rola e o pombo novo que faziam parte do ritual (Gên.15:9/10). Posteriormente, Jeová pôs Abraão à prova, exigindo que oferecesse seu filho Isaac num holocausto (Gên.22:1/2). Abraão acedeu; pegou o garoto e ia degolá lo, para depois queimar seu corpo, quando um anjo apareceu, impediu o sacrifïcio e substituiu lsaac por um carneiro (Gên. 22:12/14). A obediência de Abraão agradou a Jeová, que o abençoou.
 

Os sacrifícios humanos, no entanto, não eram praticados apenas no Oriente. Segundo o testemunho de viajantes europeus, em fins do século XVI, o rei da Flórida (EUA) sacrificou seu próprio filho. Em “O Ramo de Ouro”, Frazer mostra uma gravura que reproduz o ritual.
 

Em algumas regiões onde moravam pessoas abastadas, os sacrifícios podiam ser substituídos por dinheiro, jóias ou outros objetos de valor, que eram entregues ao sacerdote encarregado do ritual. Quando a população era pobre, ele aceitava oferendas de líquidos, como leite, vinho, óleo ou, então, frutas, verduras, cereais ou flores.

Em certos lugares, as pessoas colocavam punhados de cereais perto dos buracos dos roedores ou próximo aos ninhos dos pássaros acreditando que, dessa maneira, estavam transformando a oferenda num sacrifício às divindades protetoras daquelas espécies. Assim, em tempos de grandes dificuldades, conseguiriam amparo e orientação.
 

O ritual do sacrifício de uma moça sioux por uma tribo de índios pawnees, em 1837 ou 1838, foi um dos mais estranhos de que se tem conhecimento. A moça foi queimada e fizeram uma pasta de sua carne para esfregar em espigas de milho, batatas, legumes e outros vegetais a fim de aumentar as colheitas. O coração da vítima foi arrancado pelo sacrificador, que o comeu. 
 

Frazer comenta que, se a suposição de que vítimas desse gênero eram consideradas divinas, o fato de o índio pawnee devorar aquele coração se prenderia à crença de que, agindo dessa maneira, ele estaria partilhando do corpo de seu deus.

Os sacrifícios eram geralmente realizados em altares de recintos consagrados. Alguns ficavam ao ar livre, em pilares, sobre montes de pedras ou de terra, lugares venerados por serem, supostamente, o local onde o mundo poderia ter se originado.
 

As formas de sacrifício nas diversas religiões são tão variadas que se torna difícil descrever todos os rituais com detalhes. Curiosamente, porém, algumas cerimônias se repetem em diferentes partes do mundo, separadas por imensos oceanos, e numa época onde não existiam meios fáceis e rápidos de comunicação. Em vez de sacrificarem um ser humano, por exemplo, os sacerdotes astecas e os xamãs tibetanos substituíam a vítima modelando imagens, feitas de uma massa comestível, que depois eram consumidas pelos fiéis. Só que as religiões nos dois países, em lados opostos do mundo, eram bem diferentes: budista no Tibete, asteca no México.
 

Poderíamos dizer, sem medo de errar, que, de uma forma ou de outra, as religiões modernas conservam os sacrifícios. Em alguns dos seus rituais, os cultos afio brasileiros, por exemplo, sacrificam animais. 

No meio católico, por sua vez, durante a missa, o pão e o vinho são transubstanciados, ou seja, transformados na carne e no sangue de Jesus. 
 

Essa cerimônia expressa a presença real do Cristo em tais substâncias.
 


Elsie Dubugras
Escritora e reporter
Extraído da Revista Planeta
Edição 240 de Setembro de 1992
 
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