| Agnès
Gonxha Bojaxhiu - este é o verdadeiro nome de Madre Teresa, nascida
a Skopie, hoje na Mecedônia.
Porém,
ela dizia: "Sou de cidadânia indiana, sou freira católica.
Por profissão pertenço ao mundo inteiro. Pelo coração
pertenço inteiramente ao coração de Jesus¨.
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Em 1946 recebeu a iluminação de Deus. Aconteceu quando era diretora de um instituto em Calcutá e se comoveu com a presença, na rua, de um homem doente e moribundo. Este fato a deixou cheia de força, forjou seu caráter e marcou seus objetivos: sair para as ruas e oferecer às pessoas a vida proposta por Jesus Cristo.
Em 1948 pediu permissão para abandonar seu posto no convento e iniciar sua audáciosa luta contra as doenças. Começou em pequena escala, ajudando a leprosos. Acabou por transformar-se na lider das Missioneiras da Caridade, organização criada a partir do zero em 1950 e que terminou extendendo-a para todo o mundo.
O governo Indú cedeu 34 acres de terra para ela construir a sua primeira missão: Shanti Nagar (A Cidade da Paz).
Em 1965, o Papa Paulo VI colocou a missão sob o controle do papado, e permitiu a Madre Teresa a sua expansão além dos limites da Índia. Fundou leprosarios, centros de ajuda para cegos, velhos, fundou escolas , orfanatos para os pobres.... isto por todo o mundo, incluindo um em Roma, em 1968.
A Companhia dos Irmãos da Caridade (formada só por homens) se formou em meados dos anos 60.
Em 197,1 o Papa Paulo VI lhe outorgou o premio da Paz: Juan XXIII.
No ano seguinte o governo da Índia a indicou para o premio Jawaharlal Nehru.
Porém, foi só em 1979 que recebeu o maior dos premios: o premio Nobel da Paz.
Madre Teresa aceitou todos estes premios com humildade, usando o dinheiro dos mesmos para a fundação de mais centros, mais escolas, mais caridade.
Em 1990 existiam
cerca de 3.000 freiras que viviam como misioneras da caridade, em 25 paises.
Hoy elas estão presentes en mais de 100 paises.
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A vida é beleza, admira-a. A vida é beatificação, saborei-a. A vida é sonho, torna-o realidade. A vida é um desafio, enfrenta-o. A vida é um dever, cumpre-o. A vida é um jogo, joga-o. A vida é preciosa, cuida-a. A vida é riqueza, conserva-a. A vida é amor, goza-a. A vida é um mistério, desvela-o. A vida é promessa, cumpre-a. A vida é tristeza, supera-a. A vida é um hino, canta-o. A vida é um combate, aceita-o. A vida é tragédia, domina-a. A vida é aventura, afronta-a. A vida é felicidade, merece-a. A vida é a VIDA, defende-a."
Madre Teresa de
Calcutá
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Numa daquelas noites passadas na estação de Howrah, em Calcutá, aí pela meia-noite, quando os trens param por algum tempo, chegou uma família paupérrima que costumava vir dormir na estação. Uma mãe e quatro filhos que iam dos 5 aos 11 anos. A mãe era um tanto burlesca, uma minúscula criatura envolta em um sari branco de algodão, fino demais para aquela noite de novembro, cabelos totalmente raspados, o que não era habitual numa mulher. Trazia consigo alguns recipientes de lata e um ou outro, forrapo. Tudo o que possuía para seus filhos! Eram mendigos. A estação era sua casa.
As crianças, três meninas e um menino - este o mais novo - tinham a mesma vivacidade da mãe. Àquela hora, no coração da noite, sentaram-se todos no passeio da estação, ao lado dos trilhos, juntamente com as outras inúmeras famílias e mendigos solitários que já dormiam ali à volta. É então que tomam sua refeição vespertina: pão seco, certamente sobra de um revendedor que o teria cedido a um preço módico. Mas nem por nada se tratou de uma ceia triste. Falavam, riam e gracejavam! Seria difícil encontrar uma família em reunião tão harmoniosa como aquela.
Terminada a frugal refeição, procederam a todo um ritual executado em meio a uma alegria esfuziante: lavaram-se, beberam e lavaram também seus recipientes de lata. Em seguida, estenderam cuidadosamente no chão os farrapos para dormirem todos juntos. Havia ainda um pedaço de lençol para se cobrirem.
Foi então que aquele menino fez algo de absolutamente inédito: pôs-se a dançar.
Saltava e ria entre os trilhos, gargalhada e cantava, inteiramente mergulhado numa alegria indescritível.
Uma dança assim, e àquela hora, em miséria tão absoluta!
Tantas vezes Madre Teresa afirmou que para nós, ocidentais, que morremos de tristeza em meio a nossas riquezas, encafuados em nossas luxuosas cavernas, o pobre é um “profeta”. Embora jazendo na miséria em que a nossa astuta economia o exilou, vem ensinar-nos valores que já esquecemos: o amor aos outros, a alegria que provém do saber apreciar as pequeninas coisas, a amizade, a capacidade de poder entusiasmar-se por qualquer coisa.
“Nós o ajudamos a sair da miséria. Mas ele nos oferece algo mais. Ensina-nos uma maneira diferente de viver: servir-se das coisas sem tornar-se prisioneiro delas; acreditar que existem valores bem mais importantes do que o dinheiro - o amor, o calor da família, o sorriso das crianças, a amizade, a alegria...”
A obra de Madre Teresa com os pobres de Calcutá, especialmente com os que estavam morrendo, foi o início de um trabalho com os desfavorecidos pelo mundo afora. De 1929 a 1948, ela ensinou em Bengala, abriu uma escola e quase imediatamente deu início a uma casa para os doentes terminais e uma clinica móvel para os leprosos. Juntaram-se a ela muitas mulheres indianas que adotaram como uniforme um sari de algodão branco, com três faixas azuis. O grupo foi reconhecido como congregação de freiras pelo arcebispo de Calcutá em 1950 e pelo Vaticano em 1965. As Missionárias da Caridade desde então se espalharam por todo o mundo. Embora católicas romanas, sempre tiveram o cuidado de respeitar as crenças das pessoas que tratam. Faz parte de suas regras trabalhar com os mais pobres. Insistem em trabalhar “na rua”, e não se encarregam de instituições como orfanatos e hospitais. A fundação de Madre Teresa conta hoje com bem mais de mil religiosas. Desde 1963 existe uma congregação de irmãos Missionários de Caridade.
Madre Teresa recebeu grande número de honrarias e prêmios, entre os quais o Nobel da Paz, em 1979.
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Zelinda Orlandi Hypolito e Arsenio Hypollito Junior
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