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Platão, passou parte de sua ju-ventude servindo ao exército ateniense. Depois dedicou-se ao estudo. Foi quando sentiu a pressão dos governantes tiranos, da corrupção desenfreada dos políticos, da sensualidade desmedida que cegava os homens, da censura impiedosa que calava a boca da juventude. Mas, quando viu a execução de seu mestre, Sócrates (acusado de corromper as idéias dos jovens com sua filosofia renovadora), ele, envergonhado, deixou o solo grego, indo viver no Egito, em Cirene (Líbia) e na Magna Grécia.Lá pelos idos de 387 AC, ele retornou à Grécia onde fundou um centro educacional que recebeu o nome de “ACADEMIA”. Este local foi projetado para ser uma universidade, isto é, uma pequena réplica do universo. Foi apenas depois dela que Platão pôde ver mais claramente que as suas idéias poderiam criar um novo sistema filosófico.
Platão trabalhou em sua escola durante os últimos 20 anos de sua vida estudando, pesquisando, discutindo, escrevendo e investigando. Seus derradeiros diálogos são muito mais técnicos e analíticos que os de sua juventude.
Quando morreu, aos 80 anos, Platão ainda trabalhava duro na sua obra: “As Leis”. Um monumental detalhado código jurí-dico que deveria servir de modelo para todas as cidades da época.
Sobre Platão e sua personalidade, pouco se sabe e nada pode ser deduzido através de seus escritos.
A doutrina platônica traz a herança de Sócrates e sofre uma forte influência de Pitágoras. Considera que a busca da verdade está relacionada com a salvação da própria alma. Para ela, os objetos da percepção sensível não são reais e que os objetos do pensamento (os números) são a única realidade.
A Academia continuou funcionando, sob diferentes disfarces, durante séculos, depois da morte de Platão.
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