Descendente de uma família
da pequena nobreza guelfa, ( membro de um partido político italiano
da Idade Média, apologista do Papa e adversário do partido
dos gibelinos ) foi aluno de Brunetto Latini e sua juventude foi marcada
por duas experiências importantes: a amizade com os poetas Guido
Cavalcanti, Lapo Gianni e Cino da Pistoia, com os quais formou a vanguarda
poética do "dolce stil nuovo ", e o amor por Beatrice Portinari,
paixão idealizada que transformou em experiência literária
e filosófica em Vita Nuova.
Após a morte de Beatrice,
ocorrida em 1290, consagrou-se à filosofia, antes de se dedicar,
em 1295, ativamente à política.
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Encarregado de missões diplomáticas
foi nomeado em 1300 para o Conselho dos priores, tendo sido obrigado a
exilar-se, já que a entrada de Charles de Valois em Florença
assegurou o trunfo dos seus adversários, os guelfos "negros".
Entregue a uma vida errante em Veneza,
Bolonha e Lucca, e perseguindo seu intinerário filosófico
e poético, compôs um tratado filosófico, "O Banquete"
( 1304 - 1307 ); um ensaio lingüístico, "De vulgari Eloquentia";
"Epístolas" e um tratado político, "De Monarchia" (1310-1313),
onde pregava a autonomia do poder temporal em relação ao
poder espiritual.
As experiências do poeta alimentaram
sobretudo a inspiração da "Divina Comédia " que transfigurou
no plano poético não apenas sua própria vida, mas
também a de toda a literatura ocidental. Foi escrita a partir de
1306 no dialeto toscano que se transformou depois no italiano clássico
e atual. Em cem cânticos, foi dividida em Inferno, Purgatório
e Paraíso.