| Nos últimos anos, varias
descobertas arqueológicas vêm causando polêmica no meio
científico, e têm levado alguns pesquisadores a reforçarem
suas idéias a respeito da existência de civilizações
desenvolvidas num passado remoto do planeta. Entre os achados, o "mapa
do Criador" é o mais recente a espantoso.
Não é de hoje que alguns pesquisadores independentes como os controversos Erich von Daniken, Robert Charroux e outros vêm dizendo que existem mais coisas no passado remoto da civilização humana do que sonha nossa filosofia. Geralmente atacados por todos os lados, eles devem estar rindo à toa nos últimos anos. Isso porque uma série de novas descobertas arqueológicas parece indicar uma tendência para uma revisão radical da história dos primórdios da civilização humana. É verdade que, entre os pesquisadores independentes, muitos eram cientistas, ainda que desacreditados por assumirem uma postura considerada radical, propondo a existência de civilizações desenvolvidas milhares de anos antes da época até então considerada pelos estudos e pesquisas oficiais da História e da arqueologia. E os milhares de anos que se pretendia recuar a civilização no planeta podem ser muito mais do que se imagina, caso seja comprovada a veracidade do achado mais recente, que rendeu uma reportagem no Pravda On Line, de Moscou. A matéria, com o título
“O Mapa do ‘Criador’” (The Map of "The Creator"), fala sobre a descoberta
do cientista Alexander Chuvyrov, da Bashkiria State University, que encontrou
uma placa de pedra que pode ser datada em 120 milhões de anos de
idade. O detalhe é que a pedra apresenta um mapa da região
dos montes Urais, na atual Rússia, detalhando a existência
de canais e imensas barragens não naturais, estendendo se por doze
mil quilômetros, além de inscrições parecidas
com hieróglifos. Inicialmente, pensava-se que as inscrições
fossem um idioma chinês antigo, mas descobriu-se que se tratava de
uma linguagem silábica hieroglifica de origem desconhecida.
Em 1995, quando realizava uma expedição na região da Bashkiria, Rússia, ele descobriu algumas notas datadas do século XVIII, que se referiam a 200 placas brancas de pedra contendo sinais e ornamentos que foram examinadas por cientistas russos nos séculos XVII e XVIII próximo da vila de Chandar. Em 1998, com uma equipe composta por estudantes universitários, Chuvyrov tentou encontrar essas pedras nos locais em que se acreditava que poderiam estar, mas sem sucesso, de modo que pensou tratar se de uma lenda. Mas, em 1999, um morador da vila de Chandar mostrou lhe uma pedra que estava enterrada em seu quintal. Ela tinha 148 centímetros de altura, 106cm de largura e 16cm de espessura. Retirada do local, foi levada para a universidade e, quando limpa, revelou a existência de um mapa em relevo. Depois de ter sido examinada por
inúmeros especialistas, chegou se à conclusão de que
se tratava de um mapa dos Urais. Mais que isso: um exame por raio X mostrou
que o mapa foi realizado com a utilização de mecanismos de
alta precisão, e não por mãos humanas.
O bloco é constituído por três níveis: o primeiro, com 14cm de espessura, é de dolomita; o segundo, de diopsita (um tipo de diamante), com um tratamento cuja tecnologia não é conhecida da ciência moderna; e o terceiro, de um tipo de porcelana, com apenas dois milímetros de espessura, que protege o mapa de impactos externos. Também foram encontradas
duas conchas, incrustadas na superfície do mapa, uma com 500 milhões
de anos de idade, e outra com 120 milhões. A análise cartográfica
está sendo realizada no Centre of Historical Carthography, Wisconsin,
EUA, e já se confirmou tratar se de um mapa tridimensional, que
só poderia ser utilizado com o propósito de navegação
aérea, e que teria de ser feito com a utilização de
fotografia aeroespacial. O trabalho dos americanos só deverá
ser completado em 2010, mas o mapa já está deixando os técnicos
maravilhados. Segundo Chuvyrov, para mapear apenas uma montanha é
necessária uma tecnologia de supercomputadores e observação
aeroespacial a partir da Shuttle. Sendo assim, ele não tem a menor
idéia de quem poderia ter criado o mapa e, como não gosta
de conversas sobre OVNls e extraterrestres, preferiu chamar o autor do
mapa simplesmente de "o criador".
Não é por acaso que o físico e matemático Chuvyrov diz que "quanto mais eu aprendo, mais eu percebo que não sei nada". Em maio, o cientista participou de uma entrevista coletiva realizada on line, no www.pravda.ru, com a participação de veículos de todo o mundo e as perguntas apresentadas demonstravam a incredibilidade total. Parece estar havendo um certo receio da imprensa em lidar com a questão, talvez esperando uma confirmação ou negação vinda de outras fontes científicas reconhecidas. Apesar de alguns cientistas demonstrarem
reticência ao comentar o assunto, os que estão envolvidos
no projeto de pesquisa do bloco de pedra já começam a pensar
que ele é apenas um fragmento de um grande mapa da Terra, acreditando
se que ainda existam 348 fragmentos semelhantes. Nas proximidades de Chandar,
os cientistas pegaram 400 amostras de solo a chegaram à conclusão
de que o mapa deveria estar situado na garganta da montanha Sokolinaya
e, durante a época glacial, teria sido despedaçado.
Na entrevista coletiva no Pravda, Chuvyrov se recusou a falar sobre o que o mapa pode dizer sobre nosso passado, entendendo que esses estudos fogem de sua área de atuação, a que uma equipe internacional de pesquisadores deve se dedicar a isso dai em diante. No entanto, ele deixou bem claro que não se trata apenas de um pedaço de pedra, mas de uma placa de pedra construída artificialmente, da mesma forma que o mapa. "O fato de que a civilização (que o construiu) era altamente desenvolvida", disse Chuvyrov, "pode ser comprovado pela inexistência de um mapa tridimensional do mundo nos dias atuais. Outra coisa que pode comprovar é o conhecimento de uma linguagem escrita a de leis físicas a matemáticas". A noticia da descoberta do professor
Chuvyrov pode se estabelecer como a mais espetacular dos últimos
tempos, mas não é a única que vem movimentando a arqueologia
mundial. Recentemente, em investigações realizadas no golfo
de Cambay, Índia, pelo National Institute of Ocean Technology, foi
descoberto um sítio arqueológico no fundo do oceano, que
pode recuar o início da civilização indiana em até
cinco mil anos. Alguns dos objetos encontrados no oceano indicam a existência
de estruturas construídas por seres humanos há cerca de 9500
anos.
As estruturas encontradas a cerca de 40 metros de profundidade foram consideradas como sendo as fundações de duas cidades, cada uma com mais de l 11Km de largura, e a datação pode ser feita a partir de fragmentos de cerâmica e outros artefatos retirados do local. Uma das considerações dos cientistas é que civilizações mais antigas podem ter desaparecido quando o nível dos mares subiu com o final da idade do gelo, por volta de 8000 a.C. No entanto, também existem posturas mais céticas, entendendo que ainda não está comprovado que se trata de uma civilização existente no local, e mesmo que a datação possa não ser a indicada pelas pesquisas iniciais. A reticência ao se referir
a descobertas arqueológicas é comum. O mesmo ocorreu em 1985,
quando o mergulhador Mhachiro Aratake descobriu estruturas no fundo do
mar, próximas da ilha de Yonaguni, Japão.
Após as primeiras investigações,
tudo indicava que se tratava de construções artificiais,
ainda que grande parte dos cientistas preferisse assumir que elas eram
estruturas naturais.
O geólogo Robert M.Schoch,
no entanto, pesquisou no local a afirmou que a construção
principal chamada Monumento, com 50m de extensão, 20m
de largura a 20m de altura tem forma piramidal, com degraus ou plataformas
muito parecidas com as construções encontradas na América,
especialmente o Templo do Sol, próximo a Trujillo, no Peru. Chegou-se
a levantar a hipótese de que as construções teriam
cerca de dez mil anos de idade, a também aqui a idade é calculada
basicamente tendo em conta o início da idade do gelo e a inundação
conseqüente, que teria coberto as estruturas.
Na entrevista dada por Chuvyrov, levantou se a questão de que a teósofa Helena Petrovna Blavatsky (1831 1891) já se referia à existência de uma civilização, milhões de anos antes da nossa. O cientista não respondeu, afirmando que nada conhecia sobre teosofia, mas que sua assistente, a pós graduanda chinesa Huang Hong, era uma especialista no assunto. Esse tipo de especulação parece ser mais do que normal em situações como essa. O mesmo ocorreu quando da descoberta das ruínas de Bimini, no mar do Caribe, em 1968, quando se falou que poderia tratar-se das ruínas da Atlântida. Hoje, muitos especialistas insistem que não se trata de construções artificiais, mas sim naturais, a não se tem ouvido falar muito a respeito de investigações no local. Uma situação semelhante
voltou a surgir em 2000, quando foi anunciada a descoberta de ruínas
submersas nas proximidades de Cuba. A pesquisa foi realizada pela Advanced
Digital Communications, uma empresa privada do Canadá, em colaboração
com o governo cubano. A idéia inicial era encontrar navios afundados
a informações sobre a influencia das correntes no clima do
planeta.
Com a utilização de equipamentos sofisticados de prospecção, inclusive sonares, robôs a submarinos, as primeiras notícias davam conta de que tinham sido encontradas várias estruturas, algumas semelhantes às da cidade de Teotihuacán, no México. Foi detectado um platô a cerca de 800m de profundidade, e as imagens mostravam construções urbanas cobertas por areia, com formato semelhante ao de pirâmides, estradas e prédios. Posteriormente, cientistas da Academia Cubana de Ciências chegaram a afirmar que não estava absolutamente comprovado tratar se de construções humanas, e alguns chegaram a dizer categoricamente que eram formações naturais. Já a engenheira oceanográfica da empresa canadense, Paulina Zelitsky, parece não ter dúvida, afirmando que as pedras utilizadas nas construções são imensas, e que o local deve ter sido construído numa época em que a região estava acima do nível do mar, o que recuaria sua provável idade para, pelo menos, seis mil anos, ou cerca de 1500 anos antes da construção das pirâmides do Egito. Também disse que as construções estão dispostas como se constituíssem realmente uma área urbana. Na América do Sul, as pesquisas
mais recentes envolvendo a civilização conhecida como Caral,
no Peru, mostram que pirâmides já eram construídas
há cerca de cinco mil anos, na mesma época em que os egípcios
levantavam seus monumentos.
A descoberta também pode levar a transformações radicais na história das Américas; não é de hoje que pesquisadores à margem da chamada "ciência oficial" afirmam que Tiahuanaco é muito mais antiga do que se imagina, podendo atingir a idade de vinte mil anos. Tudo indica que a história
do mundo pode estar mudando, a radicalmente. Ainda vão se passar
muitos anos antes que essas pesquisas sejam finalizadas, e talvez ainda
mais até que as descobertas sejam assimiladas pela comunidade científica.
Mas tudo indica que muitos pesquisadores, tão combatidos no passado,
não estavam assim tão distantes da realidade.
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