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Por: Luis Santos
No calendário Maia os dias 23 e 24 de julho, que antecedem o dia-fora-do-tempo, são propícios para meditação, transformação e renovação, sobre o que devemos jogar fora, ao nos desapegarmos do que não nos serve mais, abandonar o que é falso em nossa vidas, e ao mesmo tempo, buscar na essência de nosso ser real aquilo que vale a pena para consolidarmos a presença do espírito divino cada vez mais presente em nossas vidas durante o próximo ano! O dia-fora-do-tempo no calendário
Maia, é um dia especial comemorado pela cultura galáctica
do calendário Maia como "o dia do perdão universal". É
um dia para se experimentar a total liberação da prisão
do tempo. Deve ser comemorado em meditações, cerimônias
e eventos espirituais, artísticos e culturais. No dia seguinte inicia-se
o novo ano do Calendário Maia de 13 Luas de 28 dias.
Por que o início do Ano Novo do Calendário Maia é em 26 de Julho? O fato de essa data ser a do Ano
Novo dos Maias tem base num fenômeno astronômico que
se relaciona tanto com o Encantamento do Sonho como com uma profecia dos
Chilam Balam; ela corresponde à subida da estrela SÍRIUS,
principal estrela da Constelação do Cão Maior (Canis
Major), a mais brilhante nos céus da terra, minutos antes do nascer
do Sol no amanhecer do dia 26 de julho, fenômeno conhecido como
o nascimento HELÍACO DE SÍRIUS o que ocorre anualmente a
26 de Julho. Este auspicioso alinhamento anual de SÍRIUS com o Sol
- que marca também o início do novo ano do calendário
Maia de 13 luas - assegura a propagação de luz e da abundância
sobre a Terra ”E TAMBÉM INICIAVA O ANO NOVO NA CULTURA DO Egito
antigo”.
No Egito antigo marcava o inicio
da celebração de um novo ano e o princípio das cheias
do Rio Nilo, que trariam abundância pela fertilização
de suas margens. Durante sete dias (uma semana), a divindade principal
homenageada era ÍSIS a principal deusa do panteão egípcio,
a esposa e irmã do Faraó e o verdadeiro poder (o poder da
deusa) por trás de seu trono e cuja representação
nos céus é a própria estrela SÍRIUS. O Faraó
era representado nos céus pela constelação de ÓRION
(Princípio Masculino). Sendo a estrela fixa mais brilhante do céu,
SÍRIUS é, há muito tempo, vista como elo de ligação,
o acesso a um estado de consciência mais elevado que auxiliaria na
aceleração da evolução do nosso planeta e da
humanidade cuja energia fundamental está associada ao Princípio
Feminino do Divino, à energia da deusa: ÍSIS.
O que é o Dia Fora do Tempo no calendário Maia? O Dia Fora do Tempo, anualmente lembrado com festivais desde 1992 a nível global, cai sempre a 25 de Julho. No Calendário Maia de 13 Luas, este dia não é dia de mês nem dia de semana. Está entre o dia que fecha um ano (24 de Julho) e o dia que abre o ano seguinte (26 de Julho). Este dia é dedicado a festividades, à comunidade, à volta da união com o planeta. Os pontos focais são: parar o trabalho de todos os dias e atestar a verdade que afirma que "O Tempo é Arte!". A Paz Planetária através
da Cultura, perdão, reparação, perdão de dívidas,
purificação, a Arte da Paz, a liberdade de estar vivo. É
uma oportunidade para se vivenciar a verdadeira atemporalidade e a amorosa
bondade. Quer seja em reuniões públicas ou em círculos
privados ou em introspectiva meditação este dia é
um momento de catarse do ano que passou e de preparação para
o ano que se inicia, uma forma perfeita para convidar as pessoas
à harmonia do Calendário das 13 Luas no Ano Novo Semente
Cósmica Amarela.
A Estrela SÍRIUS SÍRIUS, a estrela mais brilhante
do céu noturno, cintila com uma cor branco-azulada e tem uma magnitude
visual aparente de -1,46, aproximadamente duas vezes mais luminosa que
Canopos , a 2ª mais cintilante do firmamento noturno. O nome “SÍRIUS”
vem do grego antigo “Seirios” (ardente, abrasador). SÍRIUS
pode ser observada a partir de quase todas as regiões habitadas
da Terra, exceto daquelas acima de 73 graus ao norte. Sua Ascensão
Reta (AR) é 6h45m e Delinação (D) é de 16º
42’. Juntamente com Prócion (Cão Menor) e Betelgeuse
(ÓRION), SÍRIUS forma os 3 vértices do Triângulo
de Inverno (do Hemisfério Norte) ou de Verão (Hemisfério
Sul). SÍRIUS eventualmente pode ser até vista a olho
nu durante o dia, sob determinadas condições favoráveis.
No Egito dos faraós a coincidência
entre o nascimento helíaco de Sírio (em grego Sóthis),
a cheia fertilizadora do Nilo e o solstício de verão fez
com ele fosse adotado como início de um novo ano - o ano Sótico.
O termo “canícula”, alude à constelação de Cão Maior e sua estrela SÍRIUS (Canicula) e se refere à época do ano de dias com calor abrasador e sufocante, os “dies caniculares” dos antigos romanos (753 a.C- 476 d.C). SÍRIUS “desaparece” durante
35 dias antes e 35 dias após a conjunção com o Sol,
ofuscada pelo brilho deste. Há uma invisibilidade desta estrela
durante 70 dias antes de surgir, visualmente, no seu nascimento helíaco
em 26 de julho.
Os sacerdotes egípcios demoravam igual número de dias a preparar um corpo para o embalsamamento. A linguagem do ciclo estelar correspondia à linguagem do rito funerário. Atualmente, no mês de julho, algumas comunidades esotéricas comemoram festivamente o nascimento helíaco de Sírio com rituais, rufar de tambores, fogueiras e danças, mas quase que sem exceção, sem o devido conhecimento do que estão celebrando. Todas as nações indígenas
da América do Norte, os índios peles vermelhas, assim como
os antigos chineses, hindus, caldeus, babilônicos, sumerianos, assírios,
hebreus, os Dogons da África, e demais povos da antiguidade, também
veneravam e faziam celebrações a essas constelações
e estrelas, como SÍRIUS, ÓRION e PLEIÂDES.
Os grandes templos desses povos antigos eram construídos voltados para o leste, para que no dia 26 de julho de cada ano, no dia do nascimento helíaco de SÍRIUS um raio de luz dessa estrela penetrasse no âmago do templo, local conhecido como "Sanctun Santorum" (O Santo dos Santos), existente nas pirâmides e em vários outros templos egípcios, principalmente dedicados à ÍSIS. Para esses antigos povos e seus iniciados, esse era o momento mais sagrado de todos os dias do ano inteiro. Luis Santos
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