Para representar
os deuses, todas as combinações são possíveis:
divinidades totalmente humanas, deuses inteiramente animais, com corpo
de homem e cabeça de animal, com o animal inteiro no lugar da cabeça
(o escaravelho, por exemplo) ou com cabeça humana. A esfinge, imagem
do deus-sol e do rei, é um leão com cabeça humana.
Há animais comuns a muitas divindades (o falcão, o abutre,
a leoa) e outros que são característicos de apenas uma (ibis
de Thot, o escaravelho de Khepri).
O culto dos
touros sagrados é muito mais antigo: um animal único torna-se
uma manifestação terrestre do deus. Ele tem direito a um
enterro com grandes pompas.
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Amon: Rei dos deuses, ele é
o senhor dos templos de Luxor e Carnac.
Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Sua personalidade formou-se por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Ré: sob o nome de Amon-Ré, ele é o sol que dá vida ao país. A época de Ramsés III. Amon tornou-se um monárquico, mesmo titulo que Ptah e Ré. Frequentemente representado como
um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas
altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma
de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.
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| Ré: Ré é
um dos nomes do sol (você pode ouvir também com o nome de
Ré), um dos principais deuses egípcios. Em Heliópolis
("a cidade do sol" em grego) é ele que, depois de ter decidido existir,
cria o mundo e o mantém vivo.
Quando desaparece no oeste, à noite, ele é Atum, velho curvado, esperado no além pelos mortos que se aquecem com seus raios. Pela manhã, renasce no leste com a forma de um escaravelho (Khepri). Durante o dia clareia a terra,
sempre com a forma de um falcão. Estes três aspectos e 72
outros são invocados em uma ladainha sempre na entrada dos túmulos
reais.
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Osíris: A história
de Osíris pode ser interpretada de várias maneiras: primeiramente,
nos relatos da criação do mundo, sua geração
é a ultima a nascer e não representa mais elementos materiais
do mundo (espaço, luz, terra, céu...).
Osíris é rei, esposo e pai: ele representa a existência das estruturas normais da sociedade humana. Outra versão: Osíris morto, destruído e ressuscitado evoca o retorno da cheia todos os anos, a morte, o renascimento da vegetação e dos seres humanos. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento. |
| Seth: Trata-se de um estranho
galgo com longas orelhas cortadas, focinho recurvado e longa cauda fendida.
Filho de Geb e de Nut, Seth é um deus complexo e ambíguo.
Da proa da barca de Ré, ele trespassa com sua lança os inimigos do Sol; ele serve ao faraó combatendo com a força de seu braço. Mas é perigoso, violento, imprevisível. A lenda de Osíris mostra-o em um mau dia: assassino de seu próprio irmão, ele persegue Horus com seu ódio, jamais Seth renuncia luta, pois ele é o necessário fomentador de problemas no mundo regido por Maát. |
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Maát: Esta deusa, que
traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa o equilíbrio,
a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente.
Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente,
que se oferece aos deuses nos templos. Ela cuida dos tribunais e também
possui templos.
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| Anúbis: Anúbis
é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É
mesmo o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias:
a de Osíris. Todo egípcio espera beneficiar-se em sua morte
do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia.
Anúbis também introduz
os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um
cachorro deitado em uma capela ou caixão. É representado
como homem com cabeça de cachorro ou forma de um cachorro ou na
forma de um cachorro selvagem. Este animal que freqüenta as necrópoles
lhe é associado.
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Neftis: Neftis é um dos
filhos de Geb e de Nut, a irmã de Isis, Osíris e Seth. É
esposa deste último, mas quando ele trai e assassina Osíris
ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros
espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para
velá-lo e chorá-lo.
Como Isis, ela protege os sarcófagos e um dos vasos canopos e usa seu nome na cabeça: um cesto colocado em um edifício. É ainda na campanha de
Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível
serpente Apófis.
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| Hator: Hator é, junto
a Isis, a mais venerada das deuses. Distribuidora de alegria, é
a "dama da embriaguez" em honra de quem bebe vinho e toca música.
Também é a protetora da necrópole de Tebas que sai
da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.
É adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, de apenas uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca. Um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas, às vezes basta para envocá-la. |
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Hórus: Filho de Osíris
e Isis, Horus tem uma infância difícil, sua mãe deve
escondê-lo de Seth que cobiça o trono de seu pai.
Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão sempre usando as duas coroas de rei do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Horus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua. |
| Ptah: Deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e faz os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Representa em uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho o deus do nenúfar, Nefertum. |
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Neith: É a mais antiga
deusa citada pelos textos, talvez a protetora do Baixo Egito bem antes
da unificação do país. Venerada principalmente em
Sais, no Delta, ela é representada como uma mulher que usa a coroa
vermelha do Baixo Egito. Seu nome se escreve com duas flechas ou dois arcos,
o que a designa bem como uma deusa guerreira.
Também é protetora, com Duramulef, do vaso canopo do estômago, ela parece ser uma divindade que basta a si própria, um dos raros princípios criadores femininos entre os deuses egípcios. |
| Thot: Trata-se de um deus cordato,
sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses. Divindade
à qual era atribuída a revelação ao homem de
quase todas as disciplinas intelectuais: a escrita, a aritmética,
as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado
por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica
e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia.
O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". |
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Atum: Em Heliópolis,
ele é o pai e o rei de todos os deuses, o criador do Universo que,
por sua vontade, extraiu-se do caos inicial.
Depois, escarrando, soprando
ou se masturbando, deu nascimento ao primeiro casal divino: Chu e Tefnut.
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| Sekhmet: Sekhmet, "o poder",
é mau caráter e tem cóleras pavorosas que podem propagar
no país ventos ardentes, epidemias e a morte. Apaziguada por festas
e oferendas, torna-se possível obter sua ajuda contra Apófis
- que se opõe ao andamento do sol - os inimigos do rei em tempos
de guerra ou os agentes responsáveis pela doença no corpo
dos homens. Seus sacerdotes são experts em magia e medicina.
Em Mênfis, Sekhmet é a esposa de Ptah e mãe de Nefertum. É quase sempre representada como uma mulher com cabeça de leoa, coroada com o disco solar. |
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Amenófis I: Venerado
pelos operários, sem dúvida na qualidade de fundador da instituição
do Túmulo.
o rei Amenófis I divinizado é, por sua vez, um deus e uma espécie de santo patrono. Filho da rainha Ahemés-Nefertari e do rei Amófis, ignora-se onde estaria seu túmulo, mas seu templo de milhões de anos estava separado deste. A ele se dedicam estelas, além de uma festa suficientemente importante para dar nome ao mês durante o qual acontece. |
| Bés: Ele parece um vilão mas, sob melhor julgamento, se vê que ele é benéfico. Parece um anão obeso, com pernas arqueadas e rosto pouco gracioso; mostra a língua ao espectador que o fita no fundo dos olhos! Por outro lado, ele protege contra mau olhados, ajuda nos partos, espalha alegria e caça os maus espíritos dançando e tocando música, além de proteger dos pesadelos aqueles que dormem. Estas são as razões pelas quais ele decora camas, apoios de cabeça, objetos de toalete, instrumentos de música... |
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Meretseger: Ela é a dama
da necrópole tebana, a deusa do cimo mais elevado que domina o maciço
montanhoso. Sua notoriedade ultrapassa muito pouco o plano local, mas nestes
limites é muito venerada, particularmente pelos operários
do Túmulo.
Meretseger possui capelas em
sua cidade, até mesmo nas casas, assim como um pequeno templo cavado
na rocha perto do Vale das Rainhas onde está associada à
Ptah. Protege os mortos e pode punir os maldosos.
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| Isis: Isis é a mais popular
de todas as deusas egípcias, o modelo das esposas e mães
, a protetora da magia invencível.
Após a morte de Osíris, ela reúne os pedaços de seus despojos, se transforma em milhafre para chorá-lo, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus. Ela defende a bico e unhas seu pequeno contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e boa mãe de perfeito rei e sábio dos mortos, ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um assento com espaldar que é o hieróglifo de seu nome. |
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