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Por: Santiago Bovisio
Segundo os estudiosos ocultistas
existem seis tipos de magia:
01 - Magia Negra
02 - Magia Cinza
03 - Magia Vermelha
04 - Magia Rora
05 - Magia Azul
06 - Magia Branca
Vamos detalha-las para você
01: A Magia Negra
A magia negra é um poder
exercido pelos homens para destruir aquilo que ainda tem direito a subsistir.
Em certas etapas da vida – e de
acordo com determinadas leis que regem os homens – estes podem destruir
aquilo que já cumpriu sua missão, assim como realizar a matança
de animais e as mortes de guerra. Tudo isso, seguindo e aplicando a lei
divina dos Dez Mandamentos.
A inversão na aplicação
dos Mandamentos caracteriza a magia negra.
Nesta ensinança, comentam-se
unicamente os primeiros cinco Mandamentos.
Primeiro Mandamento:
“Não terás outro
Deus além de Mim."
Este Mandamento expressa a idéia
da Unidade. O mago negro tende a destruir a unidade. Dividir para reinar.
Separar os elementos fundamentais para possuí-los e dominá-los.
Segundo Mandamento:
“Não usar o nome de Deus
em vão.”
A palavra é Verbo e o Verbo
é o poder de vibração dado aos homens e negado às
mônadas de desenvolvimento inferior. Deve ser usado para o cumprimento
dos mandatos divinos.
O mago negro o utiliza para seus
próprios fins com a insinuação, a mentira e o engano.
Terceiro Mandamento:
“Lembra-te de santificar as festas.”
O homem deve utilizar o que Deus
lhe deu em sua justa medida. Tem que ocupar as horas e os dias que lhe
são necessários para a vida. Ao exceder-se, pratica a magia
negra. Toda posse ilimitada, todo esforço unilateral para uma posse
é magia negra.
Quarto Mandamento:
“Honrar pai e mãe.”
O pai e a mãe, os mestres,
os tutores, dão e entregam continuamente de si. O homem se acostuma
a receber continuamente.
A vida que o cerca, e que lhe é
dada através da experiência e dos sacrifícios dos antepassados,
é um manancial inesgotável para o bem do homem. Mas o ser
que se nega a corresponder a estes benefícios, a devolver à
vida o que lhe foi dado, sobretudo na imagem das necessidades daqueles
que estão mais próximos dele por dependência, rompe
a cadeia de retribuição. Pratica magia negra.
Quinto Mandamento:
“Não matar.”
O homem, em realidade, sempre está
destruindo algo, isto é, matando. Mas, isto está dentro do
carma coletivo da humanidade.
O mago negro é tal porque
mata para fins próprios, ainda quando mata algo que cumpriu seu
ciclo.
O ódio é a maior
das magias negras porque, ainda que não fosse a arma direta usada
pelo mago negro, é a arma destruidora da humanidade.
O móvel da magia negra é
sempre a soberba desmedida. Almas nobres e puras, que não souberam
humilhar-se a seu devido tempo, caíram nesta terrível prática.
O melhor antídoto contra
a magia negra é sempre a prática das virtudes negativas.
Observação: Para
o Imagick toda a magia que envolve o livre arbítrio de terceiros
é considerada negra.

02: A Magia Cinza
A magia cinza é aquela que
quer alcançar o domínio sobre a natureza e, em particular,
sobre as plantas.
As plantas encerram grandes e,
ainda, desconhecidas propriedades.
Foram os Iniciados etruscos que
chegaram a um grande adiantamento no descobrimento das propriedades das
plantas. Com o tempo, estes segredos psico-químicos passaram a seus
discípulos, os quais instituíram uma ciência da qual
derivaram as escolas de medicina romana e de alquimia medieval.
Estes Iniciados adotaram, como
veste, um hábito cinza, talvez porque as nuvens cinzas ocultam os
segredos do sol e do céu, e eles ocultavam os segredos da natureza.
Os homens, pacientemente, foram
descobrindo por si mesmos os segredos da natureza, tão zelosamente
escondidos. Um botânico e um químico modernos são,
em realidade, hábeis magos cinzas.
A planta é como um grande
depósito. Recebe as emanações dos planos sutis e dos
planos densos. Seu contato com os raios solares produz não somente
a clorofila, mas também outro elemento, sem cor, que poderia ser
chamado de eterofila, que é a transformação do éter
cósmico.
A natureza tem a propriedade de
absorver os raios solares – clorofila – e os raios cósmicos – eterofila
– com uma gama de vibrações receptoras diferentes da possuída
pelo homem. É uma onda magnética sutilíssima, ultra-etérica
– que corresponde aos átomos X2a – a qual, em contato com outra
vibração mais densa, raios subinfravermelhos, vitaliza especialmente
os vegetais.
Estas ondas, unidas entre si, produzem
na natureza a essência da subsistência ou a conservação
da vida. São moléculas vivas ou vários elementos de
conservação, chamados hoje, vitaminas.
Como contraposição,
estas ondas, postas em desarmonia entre si, produzem uma superirritabilidade,
elementos tóxicos, que levam à destruição da
vida.
Todos os remédios e os venenos
são extraídos da linfa das plantas. E a magia cinza consiste
em saber extraí-los, devidamente.
A magia cinza se efetua pela transmutação
dos elementos químicos integrais, conservando, na medida do possível,
o elemento extraído em seu estado fundamental.
Os quatro elementos que efetuam
estas transformações são, como sempre, os seguintes:
1° Ar: corresponde à
sutilização
2° Água: corresponde
à putrefação
3° Fogo: corresponde
ao esfriamento
4° Terra: corresponde
ao endurecimento
A natureza tem uma vibração
completamente diferente da do homem – do homem em seu aspecto racional;
por isso é que, em contato com este, ela se retrai constantemente.
As plantas têm quatro vibrações:
1° A mais sutil, a etérea,
que se poderia dizer que corresponde ao ar
2° A úmida que
corresponde à água
3° A calórica,
ou a do fogo, que corresponde ao calor
4° A fria que corresponde
a terra
Como o homem não possui
estas vibrações espontaneamente, mas somente através
da reação cerebral, ao contato com o homem, as plantas imediatamente
se fecham a todo contato exterior.
Por exemplo: uma verdura perde
magnetismo no simples contato com a mão do homem. Perde, ainda mais,
ao ser cortada e assim, sucessivamente, ao ser transportada, lavada, cozida,
condimentada e servida. Quando chega à boca, perdeu praticamente
toda substância sutil.
Os magos cinzas conheciam estes
segredos da natureza. Por isso, identificavam-se com ela através
de uma vida completamente natural e simples para alcançar seu domínio.

03: A Magia Vermelha
O sangue é o mais poderoso
agente magnético do organismo.
Sua estrutura sutil, composta em
sua maior parte de átomos “ultérrimos”, faz dele uma ponte
entre as forças orgânicas e as forças astrais. Daí
sua enorme importância nos atos mágicos de todos os tempos.
Desde os tempos mais remotos, todo
ato em busca do sobrenatural vai acompanhado pelo sacrifício do
sangue.
A busca de Deus pelo homem é
sempre uma exaltação da natureza humana pela ponte do sangue,
em direção ao mais sutil.
As oferendas, delicadas e ternas,
de flores e frutos são somente uma introdução à
oferenda verdadeira, à imolação sangrenta.
Milhares de vítimas animais
sempre foram sacrificadas sobre os altares de todos os tempos e de todas
as religiões, e esta oferenda se tornou cada vez mais exigente e
poderosa.
Para poder fazer permanente e efetiva
a presença do Deus invocado na imagem esculpida, é necessário
o sacrifício humano.
O sangue do homem, carregado não
somente com as forças magnéticas e etéreas, mas também
com as forças pensantes, tem uma ação de permanência
mais duradoura.
Testificam-no, principalmente,
os sacrifícios astecas.
Mas o homem, insaciável
em seu desejo de possuir Deus, chega até ao sacrifício do
próprio Deus que adora para conseguir, ele mesmo, transformar-se
em Deus, para sentir-se unido a Deus, não só com um laço
ideal, mas também com um laço de vida.
No princípio, é o
totem sacrificado, depois é o homem escolhido, o homem puro, o melhor
entre todos. E, afinal, o homem que encarna a Divindade sobre a Terra.
Não escapou à observação
dos magos antigos esta importância primordial do sangue para a obtenção
das forças sobrenaturais. Por isso, houve uma infinidade de escolas
e seitas que buscaram sua ciência nos elementos astrais captados
pelo sangue, até chegarem às mais obscenas e mais baixas
manifestações deste poder.
De qualquer forma, o sangue é
um depósito sagrado que o homem deve conservar com religiosidade
e respeito, e do qual somente as forças superiores podem dispor.

04: A Magia Rosa
Pratica-se a magia rosa quando se
deseja conseguir sensações correspondentes a um estado de
evolução já transcendido pelo ser.
A alma que entra na senda experimenta
no início, nas práticas espirituais, certo deleite, mas a
experiência ensina que não pode deter-se ali, pois o discípulo
deverá lançar suas forças sensoriais cada vez mais
para o alto, para o cérebro, para a visão espiritual.
Pelas práticas que certos
discípulos atualizam – que pretendem repetir em si as sensações
alcançadas no início da experiência – aprenderão
não somente a fazer subir essas forças interiores, mas a
localizá-las no centro sensorial que acreditem conveniente.
A subida do Kundalini desde o plexo
coccígeo até o plexo pineal é lenta. O exercitante
descobre em um dado momento, ao movimentar essas forças, às
vezes por aparente casualidade, o alcance de prazeres que nem havia sonhado.
Se ele se detivesse na repetição
desses exercícios, transformar-se-ia em um mago sexual.
Ao longo do caminho interior, a
localização destas forças acarretam inconvenientes.
Infinidade de perigos se escondem nestas práticas que constantemente
devem ser rejeitadas. Milhares de males e perigos se ocultam por trás
dos prazeres psíquicos que devem ser repelidos valente e constantemente.
Em realidade, a magia rosa não
é aquela que se refere a estes aspectos abomináveis, mas
é o uso destes poderes nas mãos de homens expertos e exercitados
que a utilizam para o bem da humanidade.
Pela magia rosa, os Mestres criam
um ambiente propício à sua Obra. Atraem para si a atenção
das pessoas, a simpatia de seus discípulos e o amor daqueles que
querem conquistar para Deus.
Houve magos rosas que usaram esse
poder retirando-o de outro corpo, sobretudo das plantas e dos animais.
Retiravam, por exemplo, os venenos com os quais curavam as enfermidades.
A alopatia moderna é uma
perfeita magia rosa. Extrai das plantas os venenos e as essências
que, dosificados, curam muitos enfermos. Extraem das seivas animais os
hormônios que podem restaurar as forças dos homens.
Os antigos magos são sempre
os mestres das grandes ciências modernas.

05: A Magia Azul
O homem se vale da magia azul para
pôr-se em contato com o além, seja este relativamente próximo,
como seriam os defuntos não muito evoluídos, seja com os
mais distantes: os antepassados, mestres invisíveis, entidades diretoras,
Deus.
Emprega-se esta magia para pedir.
Todos os credos a praticam em formas
que diferem entre si, ainda que somente na parte externa. Mas eles costumam
ir perdendo o poder interno e há credos que subsistem, ainda havendo
perdido praticamente toda essa parte essencial.
Há cinco etapas indispensáveis
na magia azul:
1° Penitência.
2° Purificação.
3° Confirmação.
4° Vocalização
e
5° Transformação.
1° A penitência consiste
em pôr o corpo físico em condições de entrar
em contato com a entidade desejada. Efetua-se mediante o jejum e só
ingerindo determinados alimentos.
Nas cerimônias religiosas,
acontecia muitas vezes que não se dava real cumprimento ao jejum.
Representavam-no exteriormente, aparecendo o oficiante como se, em verdade,
o houvesse realizado. Aparecia então com semblante emaciado, o que
conseguia aplicando cinza no rosto.
Corresponde a esta primeira parte,
como elemento, a terra. Pode ser também associada com os ornamentos
pretos do ritual romano, que correspondem à missa de defuntos.
Cabe advertir que os espíritas
não conseguem pôr-se em contato com altas entidades porque
não praticam a indispensável penitência. Quase sempre
o conseguem somente com seres de baixíssima evolução.
2° A Purificação.
Não basta a limpeza interior. Realizada a penitência, é
preciso a limpeza exterior, banhar-se. Isso é lembrado no batismo
cristão. Este retira a mancha do pecado original, ou seja, os feitos
cármicos que fizeram necessária a reencarnação.
Os magos azuis se banham e usam roupa branca de linho. Usam perfumes para
atrair as entidades, por ser o perfume uma forma externa de limpeza. Perfumar-se
significa purificação.
Nos primeiros séculos
do cristianismo, o batismo era efetuado na Páscoa e, durante os
oito dias subsequentes, os recém-batizados vestiam uma túnica
branca para simbolizar sua pureza. No domingo depois da Páscoa,
retiravam-na. Por isso, esse domingo é chamado in albis.
Na Igreja Romana, os ornamentos
são brancos no período pascal.
Elemento que corresponde a esta
segunda parte: a água.
3° A Confirmação.
Poder-se-ia dizer que, até aqui, o mago azul nada fez, senão
preparar-se, chegar junto ao altar. Com a confirmação, ascende
os degraus. É uma reafirmação da vontade. O sacramento
cristão homônimo transforma os confirmados de Cristo em soldados.
Sobem os degraus já pisados
por outros, aqueles que antes já se sacrificaram. Confirma-se o
que foi realizado por outros. Em todos os altares que simbolizam o Sepulcro
há uma relíquia de um mártir. Por isso, a comemoração
dos Mártires se realiza com ornamentos vermelhos. Elemento que corresponde
a esta parte: o fogo.
4° A Vocalização.
Pela vibração, procura-se pôr-se em contato com as
altas entidades desejadas. São os mantras, as orações
adequadas. Aqui é valorizado tudo o que se relaciona com a oração.
Os ornamentos são verdes. O elemento correspondente: o ar.
5° A Transformação.
Aqui, o oficiante se une com a Entidade. Externamente, é representado
pelo véu com o qual o sacerdote se cobre quando consagra o cálice.
No Egito, o sacerdote se retirava a uma câmara oculta ao estar na
presença da Alta Entidade; era invisível para os homens.
Supõe-se que, recebida a comunicação do Mestre, o
sacerdote podia dirigir-se aos homens em seu nome para transmitir-lhes
a mensagem. O sacerdote vem a ser o canal do qual os Mestres se servem.
Os ornamentos são arroxeados. O elemento é o éter.

06: A Magia Branca
Diferentemente da magia azul, a
magia branca se realiza sem pedir nada.
Os magos brancos pertencem à
Fraternidade Branca que tem a missão de auxiliar a humanidade, qualquer
homem, qualquer que seja sua raça, sexo ou credo. Muitas vezes devem
lutar com outros magos. Ainda que façam o possível para evitar
maiores desgraças, às vezes, seu poder não é
suficiente.
Eles são Iniciados do Fogo
que se sacrificam e, para ajudar, aproximam-se do plano físico.
Às vezes, com físicas vestes. Trabalham diretamente ou através
de outros seres.
Atuam quando acontece uma grande
desgraça para algum ser, sempre que este, realmente aflito, saiba
emitir o chamado, já seja quando esteja em perigo de morte, quando
agredido injustamente ou quando perigue sua honra. Se o ser não
emite o chamado, é devido a que, em vez de sentir a dor de sua aflição
com toda sua intensidade, desvia-a, por exemplo, para sentimentos de vingança,
satisfação dos apetites e outros.
A magia branca se realiza necessariamente
em cinco etapas:
1° CHEGAR. O mago recebe o
chamado e acode direta ou indiretamente.
2° CONQUISTAR. Domina o aflito:
capta-o, domina-o, vence-o, compreende-o.
3° AMAR. Se não ama,
não realiza sua missão. Tem que sentir um amor puríssimo
e deve ser muito capaz de amar, pois tem de amar qualquer necessitado.
4° SACRIFICAR. Porém,
não poderá atar-se ao ser amado. Realizada a assistência,
deverá renunciar ao amor, deverá deixá-lo.
5° DESAPARECER. É essencial.
Não deverá permanecer ligação alguma. O beneficiado
não saberá quem o auxiliou; saberá somente que alguém,
um homem - um anjo – assistiu-o. Lohengrin tem de ir embora, ao dizer seu
nome.

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