Ninguém se vicia em martelada
no dedo... talvez os masoquistas.
Bem,
a princípio, realmente a droga parece fantástica, torna a
pessoa descontraída, simpática, auto confiante e por aí
vai...
Mas depois, com o tempo, ela (a droga) começa a se sentir mais segura e vai tornando-se exigente, ranzinza, mal humorada, até que ela não tem mais medo de ser abandonada e pronto, você está nas garras dela. Daí em diante o comando muda de lado, não há mais escolha, você não é mais livre, você depende dela. Agora ela é sua dona e já pode mostrar seu verdadeiro caráter...
Ela quer sua vida, ela vive através de você e o lado negro
que agora aparece pede o seu aniquilamento, a sua destruição,
você está condenado por ter se tornado mais fraco que ela.
Todas as drogas agem de maneira similar, porém, no caso do álcool, a dificuldade é muito maior.
Existem os bebedores pesados, que fogem de si próprios através
da bebida e existem os alcoólatras.
Os primeiros conseguem parar de beber, os segundos, podem ficar anos sem
beber, mas quando bebem não conseguem tomar um copo só, eles
não são viciados, são doentes. Existe uma predisposição
orgânica e fatores psíquicos ou de personalidade que favorecem
sua instalação. O organismo “defeituoso” que não sabe
“lidar” com o álcool, não o elimina adequadamente e
vai se habituando progressivamente a funcionar sob intoxicação
chegando a um ponto em que, se não receber mais álcool,
perderá inteiramente a capacidade de ação. Agora o
indivíduo está em dependência química, é
alcoólatra.
O álcool é a porta de entrada para todas as outras drogas, conseguiu o 2º lugar como causa de morte, é responsável por 75% dos acidentes de trânsito, 45% das internações psiquiátricas, pode levar ao suicídio, causar invalidez precoce, destruir lentamente o físico e por aí vai...
Mas o “lado bom” do álcool, é que ele não tem preconceito,
ele atinge qualquer pessoa de qualquer classe sócio econômica
com a mesma dedicação e intensidade.
O mais assustador é que, de cada 100 pessoas, de 12 a 15, tem esta doença.
Como saber e como evitar? Qual a forma de se combater as drogas, principalmente o álcool?
Conscientização.
O álcool,
de todas as drogas, é a mais perniciosa e dissimulada. Ele é
visto de uma maneira simpática e é até incentivado
na sociedade, como um remédio fantástico para liberar as
pessoas. Inclusive é considerado um símbolo de masculinidade
e neste país, onde o machismo é incentivado, as mulheres
tendem a se portar como os homens para sentirem-se liberadas.
O que tem acontecido? Um número muito maior de mulheres desenvolveram o alcoolis-mo. A juventude também está sendo atingida cada vez mais cedo, na busca de se sentir adulta e dona de si. Qual o resultado? O alcoolismo, que se instala lentamente, tem um campo fértil para se desenvolver.
Se quisermos uma vida melhor para nossos jovens, não adianta culpar
o mundo, o mundo é um reflexo de nossas atitudes. Adianta sim, conhecermos
o inimigo, tomarmos ciência de sua força e agir.
Se uma criança tem tendência a dependência do álcool, que ela não seja incentivada pelo desco-nhecimento de seus pais. Muitas vezes, uma brincadeira aparente-mente inocente, pode despertar um monstro adormecido. A única saída é a conscientização.
“Sozinhos não podemos mudar o mundo”. Talvez sim, talvez não. Mas podemos tentar.
Entretanto, as grandes mudanças sempre começam na cabeça
de alguém, que teve uma idéia, colocou em prática
e contaminou os outros.
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Um treinamento para despertarVenha você também vivenciar esta experiência...
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