Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick



           

           
           

           

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          1999
           A Caminho do Fim do Mundo

           
           
           
          por: Zelinda Orlandi Hypolito
           

              O mundo vai acabar?....

              Certamente, da maneira que ele é hoje, um dia vai acabar.    Afinal, tudo se transforma - esta é a lei neste plano físico.

              Existe, hoje em dia, uma grande preocupação com a aproximação do ano 2000, possível carrasco que trará consigo tragédias, sofrimentos, desgraças e o “irremediável” castigo que enfim, virá.

               Nos desesperamos na tentativa de conhecer rotas de fuga, esconderijos seguros ou o “salvador” que virá nos resgatar.

               Talvez a crença no pecado, que nos foi imposta, seja a causa de estarmos sempre esperando a chegada desta punição.

              Não existe castigo, assim como não existe o pecado. O que existe é a falta de conhecimento de uma lei que ainda não foi aprendida.

               A cada ação, corresponde uma reação igual e contrária, diz a física. Todo ato tem sua conseqüência. Suponha que eu goste muito de um determinado copo e não conheça a lei que rege o vidro, se eu jogá-lo no chão, ele quebrará e eu ficarei triste. Foi castigo? Não, foi desconhecimento – a partir deste momento, eu passarei a conhecer esta lei, não quebrarei mais copos que gosto e não ficarei mais triste.

              Certamente está acontecendo uma mudança rápida e crescente na estrutura do mundo que nós conhecemos. Percebemos que estamos na eminência de nos depararmos com algo novo.

               Situações novas nos causam medo porque não sabemos das leis que as regem, portanto, não temos uma “receita pronta” da conduta ideal em relação a elas.

              Pausa – um minuto para pensar – Como aprendemos a andar?...   Tentando, levantando, perdendo o equilíbrio, observando, sentindo, caindo, levantando de novo.... aprendendo o equilíbrio até que...  podemos ir a qualquer lugar.

              Se desistíssemos, pelo medo da queda, perderíamos uma linda oportunidade de nos libertarmos da estabilidade estática. Se um dia chegarmos a uma estabilidade total, iremos contra a maior lei do Universo – Vida é movimento.

              Se algo inusitado está acontecendo é sinal que temos, em nossas mãos, a oportunidade de uma nova experiência, que nos trará um novo aprendizado e nos fará crescer – e a isto se dá o nome de evolução.

              Não há o que temer, se uma situação nova se apresenta, devemos considerá-la uma dádiva, não importa a máscara que ela use.   Sempre trará a oportunidade de sairmos da sólida acomodação em busca de uma nova visão, de uma solução diferente das que já conhecíamos.

              A melhor maneira de  encontrar soluções é não nos atermos às soluções antigas, não nos segurarmos no passado como uma tábua de salvação – que os mortos sejam enterrados para que uma nova vida possa ocupar este espaço. Existem inúmeras maneiras de se ver e  agir diante de determinadas situações, a melhor delas é a nova, a que ainda não foi tentada.

              A tendência do homem é repetir o passado. Vamos quebrar esta máquina antes que ela se atrofie.

              Um mundo novo virá sempre e não é preciso esperar 2.000, ele pode acontecer agora mesmo.

              Para alcançar este mundo, que está dentro de nós e se recria a todo instante, só é preciso que nos libertemos do mal que adoece a humanidade: o medo do novo. Basta termos a coragem para ousar, para permitir que o novo aconteça em nossas vidas sem um pré-julgamento baseado em crenças antigas, obsoletas, que não tem mais espaço neste momento em que vivemos.

              Isto será possível se tivermos a certeza de que tudo o que vier, será um presente para nós e uma alavanca para o nosso crescimento. E assim seremos, como o universo nos ensina, uma eterna expansão.

              O escritor Richard Bach tem uma frase que exprime o que foi dito:

          “A marca de sua ignorância é a profundidade
          da sua crença na injustiça e na tragédia.
          O que a lagarta chama de Fim do Mundo,
          o mestre chama de Borboleta.”



                                                                     Feliz 1999...

          Zelinda Orlandi Hypolito




           

          Zelinda Orlandi Hypolito

          Psicóloga Clínica com especialidade em Regressão de Memória. 

          No Imagick é: 
          Pontifice Solaris do I.I.E. (Imagicklan, a Irmandade das Estrelas);
          Vice-Presidente do Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick;
          Coordenadora de todas as atividades da Cidade das Estrelas; 
          Co-criadora de todos os cursos regulares promovidos por esta entidade.

          Telefones: (11) 3031.3076 - (11) 3813.9187 - (11) 3813.4123
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