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          Fantasmas do Passado
           
           
           

          por: Zelinda Orlandi Hypolito
           

              Antes de tudo, devemos definir a palavra “fantasma".

              Segundo o titio Aurélio, significa: imagem ilusória, ilusão, visão medonha, apavorante, assustadora; tem o mesmo radical de fantasia, fantástico.
           
          .  .      Esta definição deixa claro que fantasma é aquilo ou aquele que nos apavora e que, na realidade, não existe a não ser em nossa mente. 

               É fruto da imaginação (imagem em ação), ou seja, da faculdade que temos de, a partir de dados reais: reproduzir, combinar, fantasiar, inventar e criar coisas, pessoas ou situações que não estão presentes no momento. 

               Para que a imaginação se processe, é sempre necessário que haja um dado real. Eu posso imaginar um menino verde mas, para isso, eu preciso ter a imagem do que é um menino e conhecer a cor verde.
           
          .  .     Os famosos fantasmas do passado que povoam a nossa mente e nos aterrorizam, nada mais são do que dados reais “trabalhados, alterados, combinados e distorcidos” por um processo de criação mental e que tem o poder de tolher a nossa liberdade, cercear nosso movimento, dificultar nosso crescimento, retardar nossa evolução...

                Se são tão nocivos, porque temos a tendência de criá-los? 

               Porque, dentro de nós, foi implantada uma outra invenção da imaginação humana-religiosa: a CULPA!
           
          .  .     A culpa foi a descoberta mais inteligente do ser humano para dominar o outro ser humano. 

              Quando você está em culpa, está vulnerável, debilitado e predisposto a ser conduzido por qualquer um que tenha a possibilidade de redimí-lo (receber o perdão divino), de libertá-lo da dor do arrependimento. 

               A “culpa” é definida como um ato negligente ou imprudente sem o propósito de lesar, mas da qual proveio dano ou ofensa a outrem. 

                Novamente, a própria definição da palavra, deixa claro que culpa (ou pecado), significa agir sem consciência, sem a com-preensão da importância do ato.
           
          .  .   Quando você toma uma determinada atitude, por mais tenebrosa que ela possa parecer, foi porque, no momento, acreditou ser a medida mais correta, a coisa melhor a ser feita. 
            Se depois, com o decorrer do tempo, por observação ou experiência, você percebeu e teve a consciência que o resultado obtido não foi o desejado, o esperado, o que lhe agradaria mais, automaticamente, haverá um aprendizado e você não repetirá mais a dita ação.
           
          .  .          A partir daí, existem dois caminhos a seguir. 

                    O primeiro seria, se houver a possibilidade, reparar o ato desastroso (devolver o que tirou - retrarar-se com o outro - compensar o dano causado, etc.) e ensinar aos outros, através de sua experiência e exemplo, que aquele determinado comportamento não tem resultados desejáveis. 

              O outro caminho, infelizmente o mais comum, seria sentir-se culpado pelo ocorrido, sofrer terrivelmente e boicotar-se por não se permitir nem se julgar com direito à felicidade, em síntese, punindo-se.

               Um fantasma do passado nada mais é do que uma culpa (escondida ou explícita) que cria, a partir de dados reais, situações e emoções que nos fazem sofrer, que tolhem nossa felicidade, que nos castigam...
           
          .  .        Se você quer se libertar desses fantasmas, a primeira atitude é não fugir deles, mas enfrentá-los, buscá-los e descobrir quando foi implantada a “culpa” dentro de você. 

               Quando você compreender que não há culpa e arrependimento, mas compreensão e aprendizado, estará livre. 

          Onde há luz não há trevas...

            Onde habita a consciência não habitam os fantasmas...


          Texto: Zelinda Orlandi Hypolito
          Fotos: Arsenio Hypollito Junior


           Zelinda Orlandi Hypolito

          Psicóloga Clínica com especialidade em Regressão de Memória. 
          No Imagick é: 
          Pontifice Solaris do I.I.E. (Imagicklan, a Irmandade das Estrelas);
          Vice-Presidente do Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick;
          Coordenadora de todas as atividades da Cidade das Estrelas; 
          Co-criadora de todos os cursos regulares promovidos por esta entidade. 
          Telefones: (11) 3031.3076 - (11) 3813.9187 - (11) 3813.4123
          Celular: (11) 9990.5161

          Email : zelinda@imagick.org.br

          Zelinda Orlandi Hypolito

           

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