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| No caminho
de nosso desenvolvimento, sempre chegamos a um problema, um obstáculo
tão grande que nem o podemos engolir nem o podemos expelir:
Um carvão em brasa entalado na garganta. Esse nó na garganta é um aviso de que um tremendo potencial evolutivo está tentando se manifestar. A humanidade toda está a mercê desta enorme força evolutiva que o mito representa. Todo mito é o registro simbólico de um estágio de crescimento na vida de um povo. Ele não só nos mostra os conflitos e as ilusões, como também as potencialidades contidas na situação existencial presente. |
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Este mito nos
mostra que é possível por ordem
na bagunça, na desordem interna. É possível gerar
o Novo a partir da ordenação da matéria e da canalização
de energia em sentido unívoco.
A luta entre pai e filho com o apoio da mãe é que faz gerar o que Freud chamou de complexo de Édipo. Mas a essência da disputa não era o amor, mas o poder. Arquetipicamente falando, há sempre uma criança se interpondo entre o adulto e a criança de cada um de nós. Estabelecer o diálogo entre essas esferas do nosso inconsciente é fundamental para o equilíbrio no entendimento do Mundo. O Mito nos mostra que essa luta quase sempre é dolorosa, envolvendo sempre a morte como alternativa para a permanência da vida. |
Professor Pardal,
Filósofo e pesquisador
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