Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick
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O Espelho da Alma
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Prezados amigos do Imagick

Envio-lhes este artigo retirado do meu livro 
"Deus Interior- O Espelho da Alma"; 
ainda não editado  e registrado como livro esotérico 

e de auto-ajuda na Biblioteca Nacional – RJ. 

Me chamo Luciana Paula da Silva, conhecida pelo pseudônimo de Pequena Luz Da Floresta (significado do meu nome em latim). Sou Astróloga, Numeróloga e Taróloga. Resido em Porto Alegre, RS, e caso o trabalho seja apreciado por vocês, autorizo a publicação do trecho que mando. 

 Tal trecho vem oportunamente  ao início do ano, uma vez que se trata de uma boa mensagem que leva à reflexão de início de um  ciclo.

 Segue anexo. 

Com meus votos de paz profunda

Luciana Paula da Silva 
Pequena Luz Da Floresta

 

 
“Há muitas formas de nos distanciarmos de nós mesmos”.

Vejamos como isso pode acontecer, levando-nos a cada passo, a cada negligência com nós mesmos, para mais longe de nosso centro iluminado que seria uma alma verdadeira e autêntica.
 
 

Quantas vezes tentamos, em vão, disfarçar nossa angústia, sem sabermos a causa de estarmos angustiados... Quanto nervosismo, quanta irritabilidade que deixamos aumentar até tornar-se crônica... E por mais que tentemos descobrir seus motivos, suas causas, não descobrimos respostas satisfatórias. Então muitos apelam para psicólogos e psiquiatras e iniciam um tratamento com psicoativos. Outros buscam uma religião e encontram o "consolador" que apazigua seus males. Assim nossa geração caminha, procurando soluções externas! 

Ficamos apavorados quando percebemos o quanto somos doentios e nos sentimos enfraquecidos com esta constatação. Nossas imperfeições afligem-nos, tiram nosso sono, deixam-nos tão "estranhos" que, para muitos chega o dia em que não conseguem mais agir satisfatoriamente na sociedade e tampouco na família. Sentem-se deprimidos, envergonhados, impotentes diante de si mesmos e angustiam-se pela esterilidade em suas vidas. Inquietam-se mais ao perceberem que falta uma chance para solucionarem seus problemas internos que acabam por refletir no exterior. E a impotência aumenta conforme a esterilidade confirma-se diante de nossos olhos cada vez mais desesperados. 

Então, aos poucos, a situação piora e nos deparamos com sinais estranhos em nossas vidas. Parece que nada do que planejamos dá certo. Vemos os nossos sonhos todos desfeitos diante de nós sem que possamos compreender o que aconteceu. Também nossa vida interior fica mais tumultuada. Temos pesadelos que nos tiram o sono e assim acaba nosso necessário descanso. Durante o dia temos pressentimentos e impressões que nos oprimem até que as pessoas que nos cercam começam a nos olhar desconfiadas. Diante das situações diárias, reagimos de forma inesperada, explosiva. Acabamos, aos poucos, perdendo o controle sobre nós mesmos. Tudo nos escapa, por maior que seja o nosso esforço. Então as luzes começam a apagar-se, as coisas ficam distantes e tudo muito relativo. Desconfia-se da bondade divina, da justiça da Providência, da Vida e do nosso livre-arbítreo. Imperceptivelmente nos tornamos desconfiados e descrentes. Nossa autopiedade aumenta. Sentimo-nos constantemente diminuídos. Nossa desesperança é quase contagiante. Tornamo-nos apáticos. Fica-se com a impressão que nada vale muito à pena. Em nenhum lugar encontramos uma saída. A opressão nos enclausura. Nossa perda de entusiasmo chega ao limite. 

Sejamos francos, esse quadro já basta para sufocar. 

Por que procurar soluções exteriores para problemas que vêm de dentro? Como pode remédios e paliativos externos serem eficazes, quando o que nos abate vem do nosso interior, da nossa Alma? 

Sei que é mais fácil procurar ajuda externa. Mas procuremos a ajuda certa!.. 

Ao menor sinal de irritabilidade. Ao menor sinal de insatisfação; a qualquer flutuação de humor deveríamos, e são poucos os que o fazem, perguntarmos sinceramente o que há. 

Quantos de nós acham-se cercados de pessoas que não admiram e não suportam por causa das óbvias diferenças?    Quantos estão em empregos que não gostam? Quantos em cursos que não os preenchem? Quantos em situações e relacionamentos que lhes tiram a vitalidade, o sossego, a alegria? Quantos buscam incessantemente e sem jamais alcançar? Quantos mataram a criatura interior em prol de uma adaptação forçada, relegando aquilo que mais trazia-lhes o brilho da alma?  Quantos têm diariamente que sufocar, reprimir impulsos, sonhos, desejos, coisas e projetos almejados em favor de algo ou de alguém? 

Não sejamos incoerentes: isso é a morte em vida. É a única morte aceita, porque convencionou-se que a domesticação é a solução favorável para a socialização do indivíduo e o progresso da sociedade. E aceitamos isso de forma passiva, resignados com o futuro.
Mas esquecemos que trata-se do nosso futuro enquanto seres humanos. "Esquecemos" que ao darmos as costas aos nossos mais íntimos anseios, estamos criando um canal por onde escoa ininterruptamente toda nossa energia, todo o nosso ser vital. É uma hemorragia que não vemos. Fingimos não sentir esse escoamento. Literalmente, jogamo-nos fora todo dia em que permitimos o nosso assassinato. 

Quantos de nós têm pesadelos com guerras? Quantos têm pesadelos com membros amputados? Quantos já sonharam que morriam "explodindo", asfixiados, afogados, sendo roubados, perseguidos, estuprados, atolados na lama, eletrocutados, caindo precipício abaixo, etc. 

Esses sonhos são avisos. São símbolos carregados de "alta-tensão" para darem-nos um "choque noturno, como que para nos dizer: preste atenção nisso!"     Mas preferimos traduzi-los literalmente, pressagiando futuras e possíveis catástrofes. Nosso comodismo e alheamento custa-nos caro! 

Enquanto não formos francos com nós mesmos, enquanto não admitirmos que existe muito o que gostaríamos de tentar... Que muitas coisas gostaríamos nos permitir sentir; que muitas outras queríamos vivenciar e muitas seria melhor interromper. E ao interromper deixar morrer e colocar uma cruz encima, com o nome da pessoa ou situação para sermos justos conosco mesmos, para nos permitirmos uma conscientização de que aquilo é o fim. 

E quantos fins são adiados porque pensamos sempre nos outros, porque nos preocupamos com o julgamento alheio? 

E quem pensa em nós? E quem pergunta como estamos nos sentindo no decorrer dessas experiências? Quem realmente se preocupa com o nosso bem-estar físico, mental e emocional? 

E ainda assim continuamos! Ousamos avançar pelo mesmo caminho, a despeito de todo amargor e desconforto que possamos estar sentindo. Fomos ensinados a relevar! 

Mas algum dia ensinaram-nos a nos cuidar como um cristal valioso que devíamos proteger para não riscá-lo ou para não quebrá-lo em pedaços cortantes e estilhaços difíceis de serem reunidos e colados harmoniosamente depois do "acidente"? Agimos como se não fôssemos tão importantes assim!”
 

Luciana Paula da Silva 
Pequena Luz Da Floresta

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