Espaço Ecológicko
| A Irmandade Terráquea II |
Segundo
a Egregora da humanidade viramos o milênio. Embora os matemáticos
insistam em dizer que a virada do milênio só se dará
em dois mil e um.
Esperamos o
mundo se acabar em onze de agosto e o mundo não se acabou.
Esperamos que
dos céus viesse o nosso fim, mas o que podemos assistir foi o último
eclipse do século e mais nada.
Se não
foi em agosto, com certeza será em setembro, ou será em outubro
e nada.
Esperamos ansiosos
então por trinta e um de dezembro, o Bug do Milênio, o colapso
de todo sistema controlado pelos computadores e nada. Se não fosse
pelas chuvas que causaram inundações causando o fim do mundo
para todos aqueles que foram atingidos, a tal virada teria sido mais do
que tranqüila.
Esperamos então
pelos invasores de outros planetas, aqueles que se infiltrariam entre nós
com o objetivo de destruir a Terra e exterminar o homem, forças
sobrenaturais comandando o nosso fim e nada.
A dois mil chegarás,
mas de dois mil não passaras.......
Será
que o fim virá em dois mil e um, seremos atacados por extraterrestres,
forças vindas não se sabe de onde, trarão finalmente
o nosso fim ?
Enquanto o fim
não vêem, os invasores não chegam, o homem senhor soberano
deste Planeta se incumbe de fazer o processo de destruição
caminhar.
Assim nosso
rios são poluídos, envenenados, o seres que habitam este
pequeno universo condenados a morte sem a menor chance de se defenderem.
Nossas árvores
são derrubadas, nossas terras violentadas até a exaustão,
sempre em nome das necessidades humanas sem parâmetros, necessidades
que se sobrepõem a outras necessidades que nunca são saciadas.
O ar que respiramos
contaminado, todo um universo do qual dependemos para nossa própria
sobrevivência destruído.
Destruição
é a nossa ordem de comando.
Violentamos
todos os reinos, o mineral sendo explorado até a exaustão,
o vegetal sendo derrubado ou cedendo cada vez menos espaço para
que ele se estenda, o animal ora para nosso sustento, ora para suprir a
nossa vaidade descabida, ora como prática de esportes, como se aquelas
criaturas de Deus não fossem de verdade.
Continuamos
como se nunca pudéssemos ser atingidos por nossas próprias
atrocidades.
Vez ou outra
somos surpreendidos por maremotos, terremotos, é a natureza se manifestando,
pedindo por socorro, pedindo ao homem que pare.
QUE PARE.............
Mas continuamos
indiferentes, insensíveis, frios, distantes.
Somos nós,
os invasores deste Planeta, a destruição o fim que tanto
esperamos é por nós, silenciosamente desencadeado todos os
dias.
Não nos
damos conta ou simplesmente ignoramos.
Este texto nasceu
da dor de saber que você Hasmá (Husky Siberiano) foi
cruelmente assassinada por Ter cometido o crime de ser só um animal.
Do amor intenso, profundo e imenso que você Rharirama, minha gatinha,
me desperta fazendo aflorar sentimentos que a minha alma acha que desconhece.
Da beleza inigualável
que tem uma manhã de sol, da soberania do vento passando suavemente
entre as folhas das árvores, dizendo que apesar tudo ainda existe
vida.
Da tranqüilidade
do rio que sabe o seu destino enquanto eu me perco em tantos caminhos.
Do amanhecer
que me traz tantas oportunidades de recomeçar e do doce anoitecer
que me acolhe em seus braços para que eu possa descansar.
Da certeza que
também sou uma invasora, mas que quero muito mudar e da dar a este
abençoado Planeta em dobro todo amor incondicional que ele me tem
dado.
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