No dia 30 de setembro de 1907,
William Thomas Thurling Steensonn, morreu em Lismore, Austrália,
depois evitar um terrível acidente, ao parar um trem, desviado
de sua rota, próximo de Mullumbimby.
Pois bem, setenta anos depois o
túmulo dele despertou o interesse mundial.
Tudo começou quando, em 1978,
um acontecimento estranho ocorreu na pequena cidade australiana de Lismore,
como mostram os artigos que começaram a circular nos jornais da
época.
Falavam de uma misteriosa cruz
que ardia misteriosamente no antigo cemitério de Lismore.
O cemitério ficou abandonado
por muitos anos e foi motivo de preocupação dos habitantes
devido a seu lamentável estado de conservação. Pois
bem, a lápide da cruz ardente era bem a da sepultura de Steenson,
o trabalhador da estrada de ferro que morreu em 1907, procurando evitar
um acidente.
Por meses a imprensa publicou
artigos sobre o assunto, enquanto, todas as noites, um sem número
de destemidos aventureiros iam até o cemitério testemunhar,
com seus próprios olhos, o estranho fenômeno. Logo começou
a chegar gente de toda parte da Austrália, vieram os curandeiros,
os físicos, os religiosos e como não podia faltar, os eternos
peregrinos atrás de milagres...
Foi então que se divulgou
a notícia de que alguns habitantes já sabiam da existência
da cruz ardente a mais de 60 anos, desde o acidente.
Com a balburdia despertada, a família
de Steenson, expressou publicamente o seu desgosto pelo vandalismo
que a publicidade exagerada atraiu para o lugar de descanso de seu antepassado:
William Thomas.
Mas nada detinha as massas que aumentavam
a cada dia, e assim, um debate apaixonado se espalhou por toda a comunidade:
O que fazia a cruz arder em chamas?
Enquanto alguns reivindicaram
que era apenas uma questão de reflexo de luz (ilusão de ótica),
outros pensavam ser uma desconhecida propriedade do granito usado na sepultura,
mas a esmagadora maioria atribuía ao fato aspectos sobrenaturais.
Porém nunca houve um consenso
e como toda moda um dia perde seu charme, a cruz voltou à obscuridade,
coberta que foi por ervas daninhas, até que em 1980 uma casual limpeza
(!!!) despertou o assunto de novo.
Os debates e o interesse mantiveram-se
por mais oito anos, tendo momentos de calmaria e de extremada paixão...
Porém, em 1986, durante
um novo pico de interesse, a cruz desapareceu inexplicavelmente.... Um
mistério dentro de um mistério... Eis que, no auge de um
novo debate a Cruz Ardente desapareceu.
O mais curioso é que, pouco
tempo depois, a família de Steenson recebeu de anônimos
a quantia de dois mil dólares para construir uma réplica
da cruz e protegê-la.
Mas isto não foi suficiente
para evitar que, em 1989, a réplica da cruz fosse impiedosamente
derrubada por vândalos...
Mesmo durante uma leitura casual,
como esta, este assunto desperta em nosso interior numerosas perguntas
que ficaram sem resposta.
1.
Onde será que foi parar
a cruz?
2.
O que provocava seu brilho?
3.
Quem roubou a cruz? Que motivo
teve? E como pode fazer isto sob dos olhos de um sem número de testemunhas
e no ápice de uma nova discussão?
4.
Do que era feita a cruz? Será
que era realmente um granito de Balmoral, como diziam?
5.
Quem consertou a cruz em
1984?
6.
Quem doou os $2,000.00 para a construção
e proteção da réplica da cruz?
7.
Será que existem mais cruzes
ardentes pelo mundo?
8.
Por que o pedestal da cruz não
tem o mesmo brilho se é feito do mesmo material?
9.
Por que a cruz só era visível
numa linha-de-visão muito estreita?
10.
Por que não foram feitos
esforços para uma análise correta sobre as propriedades da
cruz enquanto estava lá?
11.
Quem derrubou a réplica da cruz
em 1989 e por que fez isto?
oto por Satélite
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