Imagicklan - A Irmandade das Estrelas
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Depoimento de Andrea Carrano

 
Querido Painho, 

 Aqui estou eu de novo, tentando me manter no caminho que escolhi, cumprindo minhas obrigações (apesar de ainda estar muito longe da disciplina da Jandira, que eu tanto admiro). 

Vamos ao exercício deste mês.
 

Imagens do exercício do mês que motivaram o texto da Andrea.

Estou passando um momento muito, muito difícil. Estranho é que muitas imagens, de fato, vieram à minha cabeça. Culpa? sim é uma velha conhecida, não falharia em aparecer agora. Sentimento de impotência? Claro, eu sou humana (por enquanto, como diz o Rogério). Tristeza, medo... Estão lá também, no fundinho do coração. 

Mas estranhamente, eu ainda consigo sorrir. Não está presente a revolta de outros tempos. Nem o desânimo, nem a desesperança... Há ainda um pouco de raiva, reconheço. Mas o perdão anda metido ultimamente, ocupando lugar de honra.... falando de esperança, de futuro, de amor incondicional, de libertação.... 

O que mudou? Procuro, procuro .... e percebo que o sentimento de inferioridade sumiu, levando com ele a baixa estima, o rancor e outras coisinhas mais que não estão fazendo falta nenhuma e deixaram espaço para ser ocupado com coisa bem melhores, como amizades verdadeiras, alegria, esperança, fé.... e muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita luz! Afinal, o destino das estrelas é brilhar. Expandir a própria luz integrando-se ao Universo.  

Karma já não tem conotação de castigo, mas de aprendizado. As dificuldades nos moldam, como o fogo e o martelo moldam o aço...

Percebi que nos momentos de maior dificuldade, não paro mais para perguntar “por que comigo?” A pergunta agora é “O que devo aprender com isso?” Penso que preciso estar atenta para não perder a oportunidade do aprendizado, para entender a mensagem e aprender a lição.

Acima de tudo, penso no tipo de espada que desejo me tornar. O calor do fogo e as pancadas são inevitáveis. São parte do caminho para chegar aonde me propus. E não teria graça se fosse fácil. Provavelmente, também não valeria a pena.

O mais incrível de tudo, e que não há mais espaço para a solidão. Tenho uma família imensa. Formada de muitas estrelas de cores e brilhos variados. Unidos pelo propósito de crescimento. Unidos por laços antigos, que nunca se dissolveram, porque são laços de amor.

Consciência! Finalmente, acho que entendo o que significa ter consciência. Consciência do eterno ciclo da vida. De ser parte de algo maior. Da força que temos quando estamos unidos. Do círculo, da família, da energia que corre entre as mãos unidas. Da história de pequenas fagulhas que de repente percebem que são na verdade chamas de uma enorme fogueira.

Os golpes do martelo doem. Não vou negar. Mas o calor do fogo já não me amedronta. Não tento fugir e nem me encolho. Não seria digno de um cavaleiro. Não seria digno de uma sacerdotisa. Penso na espada que me tornarei um dia. Consigo visualizá-la perfeitamente. Grande, forte, brilhante!

Meu mundo interior tem uma montanha especial, irmãos de vários reinos, que se amam e se respeitam mutuamente, uma grande bola de energia, poderosa como o sol, e um Painho e uma Mainha (que representam o Grande Pai e a Grande Mãe aqui na terra) que acolhem e ensinam seus filhos a caminhar com as próprias pernas. A brilharem como estrelas, iluminando a escuridão desse mundo.
 
Painho, acho que dessa vez passei dos limites. Mas confio no seu amor. Por isso estou ficando abusada, rs. Amo vocês. Beijos.
 
P.S.: Deixei o espadim, que o William falou que é uma adaga, na sala de Cura. Eu não tinha idéia, mas o Universo com certeza já sabia, do quanto eu precisaria dessa ligação com a Cidade das Estrelas nesse momento. Tenho me visualizado embaixo daquele cristal, recebendo a energia do Universo. A energia do Imagicklan. Acho que é o que me mantém de pé, apesar do martelo... Beijos.


 
 
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