| Por mais bela e florida que seja
a primavera, o verão sempre pede passagem e traz consigo os dias
quentes.
E mesmo que desejemos reter os dias
ensolarados e agradáveis, aproxima-se o outono e, como que obedecendo
a um chamado superior, instala-se, silencioso e decidido...
Depois de um lindo espetáculo
de cores, as folhas caem, vencidas, transformando a paisagem... E
o outono também parte...
Soberano, logo aparece o inverno
e se faz sentir das mais variadas formas, com seus dias frios e cinzentos.
Passa o tempo e outra vez o espetáculo
colorido de folhas e flores anunciam que a primavera está de volta...
E é assim que os ciclos das
estações se repetem e trazem oportunidades de aprendizado
para todos os seres vivos.
Semelhante às estações,
o nosso viver também tem primaveras, verões, outonos e invernos...
Mas nem sempre percebemos as lições
que cada estação enseja, e nos desesperamos diante dos dias
frios e cinzentos dos invernos existenciais.
A primavera é agradável,
não há dúvida. Flores e perfumes tornam nossos
dias mais alegres.
No entanto, se as flores surgem
na primavera, é no inverno que acumulam as horas de frio necessárias
para fazer brotar a gema floral com o choque térmico no início
da nova estação.
Sim! Se não fosse o
frio não teríamos alguns tipos de flores e frutos.
O frio “quebra” a dormência
das gemas que originarão a folhagem e os frutos na primavera, quando
folhas e flores enfeitam a paisagem.
É assim que nós também
podemos utilizar os invernos existenciais para favorecer a floração
das virtudes que embelezam a nossa vida e nos trazem alegria...
Para as plantas, a escassez de umidade,
o frio e a baixa luminosidade, ocasionadas pelo inverno, são qual
jardineiro que desperta a vida adormecida em sua intimidade.
É assim que árvores
e plantas perdem galhos e folhas, mas garantem floradas em todas as primaveras...
Por vezes, os seres humanos também
passam pelos invernos existenciais e perdem temporariamente a exuberância.
Sentem-se como uma árvore desfolhada, sem flor nem perfume...
Mas que importa se a vida que pulsa,
além das aparências, está se preparando para produzir
flores mais belas e perfumadas nas primaveras vindouras?
Geralmente são os dias mais
difíceis que acordam em nós as sementes adormecidas da esperança...
Não há dúvida
de que os dias ensolarados e alegres são encantadores, mas são
os dias difíceis que mais desafiam as nossas potencialidades e quebram
a concha da nossa acomodação...
O sofrimento que nos fustiga a alma
é abençoado aguilhão que nos faz despertar para os
valores reais da vida.
Assim, diante dos açoites
do inverno, pense nas preciosas lições da natureza.
Observe as árvores desfolhadas,
quais esqueletos nus na paisagem cinzenta e sem brilho, mas em pé...
Firmes e cheias de esperança.
Suportam os ventos, a chuva, o frio
e a falta de luz, mas conservam a seiva da vida na intimidade...
Instintivamente aguardam o retorno
da primavera que, com sua brisa morna, vem acariciar as flores e fazê-las
frutificar...
Aproveite os dias ensolarados para
armazenar o vigor que lhe sustentará nos invernos existenciais...
E quando os dias escuros surgirem
na sua vida, não permita que a tristeza lhe roube a esperança
de ver surgir, outra vez, a primavera...
Lembre-se que mesmo nos dias nublados,
o sol está sempre à espreita, esperando sua vez de brilhar
e espalhar vida por sobre toda a natureza...
Texto da Equipe de
Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br
Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações
de paz e amor para você...
 


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