| As borboletas apresentam metamorfose
completa, o que significa que durante o seu desenvolvimento vão
sofrendo mudanças na forma e na estrutura do corpo.
O ciclo de vida das borboletas ocorre
ao longo de 4 fases: ovo, lagarta, crisálida e adulto.
Quanto à sua duração
varia de espécie para espécie. Por exemplo, a borboleta Monarca
apresenta múltiplas gerações ao longo do ano, completando
o seu ciclo de vida em menos de um mês. Já a borboleta Carnaval
pode passar mais de um ano na forma de crisálida, emergindo apenas
no ano seguinte caso as condições ambientais sejam favoráveis.
Um outro exemplo curioso é o da Borboleta-do-medronheiro, que passa
os longos e frios meses de Inverno a hibernar na forma de lagarta, voltando
a alimentar-se apenas quando chegam os dias mais quentes.
Não, não vos venho falar
das transformações do mundo animal..
Mas sim das transformações
do nosso ser interior.
Trocar, mudar, transformar, abandonar
a zona de conforto, desapegar do passado, de velhas crenças, adoptar
novos paradigmas. Essa é a tarefa dos tempos atuais para quem trabalha
na Luz. A mudança geralmente assusta, motivo pelo qual nos agarramos
ao material e ao que supostamente nos dá segurança.
Esqueça! Nos tempos que correm
não sobrará pedra sobre pedra. A energia mudará tanto,
mas tanto, que cada um de nós terá a sensação
de ter morrido simbolicamente e renascido de outra forma. Ser Lagarta ou
Borboleta? A escolha é sua.
Por que será que mudar, de
modo geral, costuma apavorar-nos? Mudar de casa, de emprego, de amigos,
de cidade, mesmo quando é para melhor, ainda assim, nos assusta.
E é sobre a óptica
da metamorfose da mudança da lagarta à borboleta que reflectimos
hoje. Se pensarmos no comportamento humano nos seus diferentes ciclos de
relacionamentos, rapidamente chegaremos à conclusão de que
existem comprortamentos padronizados e enraizados e que se repetem e repetem.
Nada que sirva a nosso bem mais elevado.

Vejamos:
Há seres que não se
conseguem ver como borboletas e lutam contra tudo e contra todos para viver
eternamente no estado da lagarta.
Há seres que até se
imaginam no futuro como borboleta, mas, com tanto medo do desconhecido,
não conseguem abrir mão dos padrões e comportamentos
de lagarta.
Há seres que já são
borboletas, mas sentem, pensam e agem como lagartas, encolhendo as asas
e rastejando como se não pudessem voar.
Há seres, que depois de se
transformarem em borboleta, esquecem a sua origem e se sentem superior
às lagartas.
Há seres borboleteando pela
primeira vez e que se espantam de forma tal que choraram de emoção
ou riem à gargalhada até não aguentar mais quando
se deparam com coisas tão simples quanto uma gota de orvalho numa
folha pela manhã, duas pessoas se abraçando, um copo de água
fresca num dia quente de verão, olhar desamparado de mendigo, uma
formiga carregando uma folha dez vezes maior do que ela, acordar sem despertador,
pôr-do-sol à beira mar, raios e trovoadas sem chuva, arco-íris,
como se soubessem claramente a sua essência de borboleta. E sabem...
Qualquer que seja o seu momento,
você é, ao mesmo tempo, lagarta e borboleta. Você pode
ou não ter consciência disso, o que não muda em nada
o fato de que nossa natureza é a mudança. Basta observar
a si mesmo e à sua volta. Os seus cabelos crescem, as suas unhas
crescem, sua pele envelhece, os alimentos e a água que ingere transformam-se
dentro do seu corpo que não para de se transformar um único
segundo. Tudo a sua volta muda a cada momento. Lutar contra isso não
ajuda em nada. Pelo contrário, ir contra a maré é
sempre uma tarefa dura, dolorosa e inglória. A água segue
sempre o seu fluxo, contornando com facilidade os obstáculos que
encontra pelo caminho ou perfurando-os paciente e insistentemente ao longo
do tempo.

Portanto, da próxima vez
que você se sentir ameaçado ou ameaçada por alguma
mudança na sua vida e ficar com aquela vontade de fugir rapidamente
de volta para o seu casulo, pare, pense, conecte-se com o seu coração
e seus sentimentos mais profundos e lembre-se do prazer que é voar
na confiança. No fluir e olhar o mundo sob outro ponto de vista,
na companhia de um sem número de borboletas, sejam elas promessa,
presença ou história.
E as pessoas que me inspiram a voar
estão por aí borboleteando...
Obrigada a todos aqueles que passam
pela minha vida deixando um pouquinho de si.
Obrigada a todos os meus guias,
aos mestres ascencionados e assistentes crísticos, anjos e arcanjos,
deuses e deusas que me guiam no caminho de ascensão até à
Luz.
Postado por Filomena
Silva
http://aluisionestelar.ning.com/
Saia do casulo,
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E torne-se uma borboleta...
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