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O homem em geral é um curioso. A curiosidade o leva à exploração
do espaço ao seu redor como faz todo animal. A conquista de um espaço
limitado leva a estender as suas fronteiras como foi no Novo Mundo. Esse
impulso é evidente em territórios ocupados, gerando desde
as querelas domésticas até as guerras. Quando a população
em um território, como no Oriente, atingiu um número muito
elevado, o homem de civilizações mais antigas voltou-se para
a conquista do “espaço interior” e, pela introspecção
conquistou o mundo subjetivo. Na Índia, por exemplo, há escritos
que datam de 2.000 anos antes de Cristo, referindo-se às práticas
de introspecção. Sob este ponto de vista toda discussão
a respeito se faz com conceitos de espaço e a respeito das ações
nesse “espaço subjetivo”.
No Ocidente, a luta materialista pelo espaço externo gerou nos grandes centros urbanos, onde há pobreza e promiscuidade, um caos de sexualidade e um maior índice de criminalidade. Temos a evidência disso a partir do desenvolvimento de Roma e das conquistas romanas na antiguidade, nas periferias de suas cidades e, nas favelas de hoje em dia. Modernamente a tecnologia desenvolvida pelo Ocidental Europeu permitiu que eles invadissem territórios onde os povos eram mais contemplativos, estabelecendo-se os domínios, as possessões e as “colônias”. O espírito prático de dominação comercial e financeira moveu os militares para garantir os interesses dos mandantes e moveu os sacerdotes para a “salvação” da alma dos dominados que deveriam cumprir as “vontades de Deus”, do deus dos dominadores, lógico. Se de um lado havia os interesses territoriais, comerciais e financeiros que movem o Mundo, como os da Companhia das Índias Ocidentais de propriedade da família real britânica, havia também pessoas mais evoluídas intelectualmente que perceberam avançados conhecimentos relativos aos planos de introspeção e conquista do “espaço interior”, entre hindus, chineses, tibetanos, africanos e mesmo entre os mais simples havaianos, antes de serem cidadãos americanos. Muitos desses conhecimentos foram levados para os centros culturais da Europa, e como em alguns enfoques diferiam da doutrina dominante e poderosa, formaram-se Sociedades de cunho particular para esses estudos. Com a descoberta de ruínas da civilização egípcia, e o levantamento das “Escolas de Mistérios” do local, mais as mesmas da Grécia e mais do Oriente, os conhecimentos foram sendo somados. Mais tarde, e talvez por último, chegou ao conhecimento do ocidental, a psicologia havaiana que permite entender de maneira mais simples a relação entre consciente, subconsciente e superconsciente, sem os “mistérios” teóricos e complexidade de nomenclatura da Índia e do Egito. É normal, pela natureza humana, que cada Sistema Organizado que, detenha algum tipo de conhecimento, se julgue única autentica e exclusiva dona da verdade, e de uma maneira ou outra oferece a prestação de algum tipo de serviço onde há uma troca de valores. A percepção da passagem do tempo e sua conceituação permitiram estabelecer a seqüência de acontecimentos através da linha do tempo. Essas Sociedades podem diferir na parte física, nos rituais, nos deveres e obrigações, mas na essência trazem os mesmos valores éticos, morais, intelectuais e espirituais de milênios, com ligeiras alterações de interpretação e, com o cunho da percepção e da personalidade de seus fundadores. Com algumas variantes trazem também na base, os mesmos exercícios que levam ao desenvolvimento das potencialidades interiores, sempre acompanhados das recomendações relativas à conduta ética e moral. O domínio e a mobilização de energias que fogem ao domínio da ciência são conhecidos como Magia. Na essência, os fenômenos são os mesmos entre os berberes do Norte da África, entre os hebreus, entre os hindus, entre os tibetanos, entre os polinésios e curiosamente até entre os havaianos, um povo supostamente isolado em ilhas do Oceano Pacífico, mas cuja tradição deixa entrever a possibilidade de terem imigrado da Ásia. Esses fenômenos incluem vidência, clarividência, telepatia, transferências de energia direcionada mentalmente para perto ou à distância. Conhecemos como Pequena Magia o direcionamento para seres vivos, vegetais, animais e pessoas. Grande Magia o direcionamento da energia mental para influir nos elementos da natureza. A Magia, como fenômeno psíquico natural para alguns indivíduos geneticamente favorecidos e psiquicamente desenvolvidos, pode ser considerado em algumas culturas como sobrenatural. O “sobrenatural” encobre a falta de eficiência psíquica natural de certos tipos de lideranças. O conhecimento dessas possibilidades e o seu desenvolvimento são conhecidos como esoterismo na Europa e na América, quando seus adeptos, em geral com tendências místicas, prima por pesquisar as causas com auxilio da Ciência. É curioso verificar como as palavras usadas nas práticas da magia entre havaianos contem radicais de palavras hebraicas e egípcias. O mesmo ocorre na Índia, e torna-se difícil afirmar de que lado os conhecimentos partiram. Supõe-se que sejam provenientes dos habitantes da Lemuria, sobreviventes da catástrofe que resultou no afundamento desse Continente no Oceano Pacífico. Sabemos que as bases religiosas da Índia baseiam-se em escritos de 2.000 anos antes de Jesus e que os conceitos éticos e morais dos Evangelhos coincidem com os dos Vedas, assim como os conceitos do Alcorão com os dos Evangelhos. Em uma análise mais profunda, o que é divulgado como conhecimento Místico e ou Esotérico tem suas raízes na Índia e no Egito em diferentes porcentagens e as palavras utilizadas em rituais coletivos ou particularmente por meio de instruções, são com as mesmas raízes, quando não são as mesmas palavras. O que vale é o fato de que,
um treinamento prático que, seja isento de filosofia, política,
ou, religião, pode levar as pessoas a experimentar os fenômenos.
Assim tem condição de, partindo dos resultados que dão
os conhecimentos práticos, avaliar a “causalidade” e, todas as outras
sugestões teóricas de causalidade que sustentam as crenças
de qualquer origem.
Fraternalmente, Dias
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